Estudos refutam forma de vida em arsênio anunciada em 2010 pela NASA

Duas novas pesquisas mostraram que bactéria GFAJ-1não pode substituir o arsênio pelo fósforo para sobreviver

iG São Paulo | - Atualizada às

Divulgação/Science
Imagem de microscópio da bactéria GFAJ-1 consegue colocar substância tóxica no seu DNA

Dois estudos científicos publicados neste domingo (9) afirmam que um polêmico anúncio da Agência Espacial americana (NASA) de 2010 - que existe uma nova f orma de vida bacteriana no arsênio - não está correto.

"Ao contrário do relatório original, a nova pesquisa mostra claramente que a bactéria GFAJ-1 não pode substituir o arsênio pelo fósforo para sobreviver", informa um comunicado de imprensa do periódico científico Science, que publicou o estudo original.

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Cientistas da agência espacial americana afirmaram em dezembro de 2010 que tinham encontrado em um lago da Califórnia (EUA), bactérias capazes de sobreviver em um meio recheado de arsênico, um composto historicamente conhecido por ser venenoso. O anúncio causou burburinho entre os cientístas pois ia contra uma antiga premissa de que os elementos básicos à vida de todos os seres vivos são carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, enxofre e fósforo.  

Na época do anúncio da bactéria, batizada de GFAJ-1, acreditou-se que ela teria impacto na investigação de formas de vida fora da Terra. E chegou-se a pensar que ela mudaria as o foco das investigações da NASA nesta área, que busca vida em planetas com os elementos carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, enxofre e fósforo.

(Com informações da AFP) 

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