Nova experiência tenta resolver mistério da Ilha de Páscoa

Os cientistas estão mais próximos de descobrir como os moais foram transportados na ilha do Pacífico Sul

National Geographic | - Atualizada às

James Blair / National Geographic Image Sales
Os moais da Ilha de Páscoa provavelmente foram construídos por colonizadores polinésios há 800 anos

Uma nova teoria tenta solucionar o mistério de como as colossais estátuas da Ilha de Páscoa foram movidas.

Os moais (como são chamados) viajaram por 18 quilômetros das pedreiras onde foram esculpidos, sem a ajuda de rodas, guindastes ou animais de carga. Cientistas testaram muitas ideias no passado, imaginando que os habitantes da ilha usaram uma combinação de rolamentos, cordas e plataformas de madeira. Mas agora, uma dupla de arqueólogos criou uma nova teoria: talvez as estátuas foram “projetadas para se mexer” em um movimento de balanço, usando apenas a força humana e cordas.

Terry Hunt da Universidade do Havaí e Carl Lipo, da Universidade Estadual da Califórnia em Long beach trabalharam em conjunto com o arqueólogo Sergio Rapu, que faz parte da população dos nativos da ilha do Pacífico Sul, para desenvolver sua teoria. Eles observaram que as barrigas redondas do moais permitia que as estátuas fossem empurradas para frente, e bases pesadas em forma de D podem ter permitido a carregadores que as rolassem e balançassem de lado a lado.

No ano passado, em um projeto patrocinado pelo Conselho de Expedições da National Geographic, Hunt e Lipo demonstraram que um grupo de 18 pessoas poderia, com apenas três pedaços de corda resistente e um pouco de prática, manobrar com rapidez e facilidade uma réplica de um moai de três metros de altura e cinco toneladas por algumas centenas de metros.

Em 1986, o engenheiro checo Pavel Pavek trabalhou com o explorador norueguês Thor Heyerdahl e um grupo de 17 ajudantes para levantar um moai de quatro metros de altura e nove toneladas para mover um moai com movimentos de torção, mantendo a estátua em pé em todos os momentos. Mas a experiência danificou a base do moai e teve que ser interrompida.

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Um ano mais tarde, o arqueólogo americano Charles Love e um time de 25 pessoas conseguiu deixar de pé um modelo de quatro metros e nove toneladas em uma plataforma, e movimentou o conjunto com toras, avançando 45 metros em dois minutos.

Mas nada disso parece convencer muitos dos cerca de dois mil Rapanui (como são chamados os descendentes dos colonizadores polinésios da ilha). Para eles, a resposta é simples. “Nós sabemos a verdade,” diz Suri Tuki, 25 anos, guia turística. “As estátuas andavam”.

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