Pequeno telescópio ajuda na descoberta de dois novos planetas

Equipamento,  que fica no observatório Winer do Arizona, custa  75 mil dólares

The New York Times |

Julie Turner/Vanderbilt University via The New York Times
Ilustração mostra como é o planeta KELT-1b

Um telescópio pequeno, que não tem o tamanho nem a potência de uma câmera digital top de linha, ajudou pesquisadores a descobrir dois novos planetas com constituição semelhante à do gigante gasoso Júpiter.

O planeta KELT-2Ab é singular por ficar próximo de uma estrela muito brilhante. O brilho da estrela irá ajudar os pesquisadores a compreender a atmosfera do planeta, afirmou astrônomo da Universidade do Estado de Ohio, Thomas G. Beatty, que participou da pesquisa.

"Este é o único modo de compreender de fato o interior e o exterior do planeta", afirmou o cientista. "Podemos conseguir o bastante de sinais luminosos que atravessam ou refletem o planeta", afirmou.

O segundo planeta, chamado KELT-1b, possui 30 vezes a massa de Júpiter. Ele é tão maciço que vem sendo apontado como anã marrom, categoria reservada aos corpos "pesados demais para serem planetas, mas não tão pesados para serem estrelas", afirmou Beatty.

O KELT-1b fica tão próximo de sua estrela que completa uma órbita em apenas 29 horas, afirmou Beatty.

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Ele está distante aproximadamente 825 anos-luz da terra, e o KELT-2Ab, cerca de 360 anos-luz. A quantidade de luz que cada planeta recebe de sua estrela é milhares de vezes superior à que a Terra recebe do Sol, afirmou Beatty.

Os pesquisadores identificaram os planetas usando o telescópio KELT, que fica no observatório Winer do Arizona, próximo de Sonoita, e cuja fabricação sai por menos de US$ 75 mil. O telescópio mais caro do mundo custa bilhões de dólares, afirmou Beatty.

Com uma lente de 42 milímetros, o instrumento "tem abertura pequena, mas análise potente", afirmou Beatty. "Se um astrônomo amador tiver dinheiro para comprar os componentes, pode montá-lo facilmente."

O cientista apresentou as descobertas recentemente no congresso da Sociedade Americana de Astronomia, em Anchorage, no Alasca, e os artigos foram enviados para serem publicados em periódicos científicos.

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