Cientistas sequenciam genoma do bonobo

Resultado mostrou que seres humanos são geneticamente mais próximos dos bonobos e chimpanzés do que os primatas são entre si

Alessandro Greco especial para o iG |

MPI for Evolutionary Anthropology
Bonobo fêmea Ulindi, cujo genoma foi sequenciado pelos cientistas do Instituto Max Planck

O sequenciamento do genoma dos bonobos, a mais recente espécie de grandes primatas a ter seus genes catalogados, concluiu que mais de 3% dos genes humanos está mais relacionado aos genes dos bonobos ou dos chimpanzés do que os genes deles entre si. “Foi uma surpresa. Um estudo anterior indicava que este nível poderia ser de 1%. Isso significa que, no passado, uma grande população de ancestrais dos bonobo e dos chimpanzé deve ter existido. É importante notar, porem, que isto não significa que os humanos são mais semelhantes aos chimpanzés dos que aos bonobos, pois cerca de 1,5% do genoma humano está mais próximo ao do chimpanzé do que do bonobo e vice versa”, explicou ao iG Kay Prüfer, um dos autores do estudo, do Instituto Max Planck, na Alemanha.

Publicado nesta quarta-feira no periódico científico Nature, o trabalho sequenciou o genoma da bonobo fêmea Ulindi, que habita o Centro de Pesquisa de Primatas Wolfgang Köhler, a chamada Pongoland, uma parceria entre o zoológico de Leipzig e o Max Planck.

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No longo prazo, os cientistas esperam que o sequenciamento do genoma do bonobo e sua comparação com o do chimpanzé ajude a identificar a base genética que levam eles a serem tão diferentes no seu comportamento. “Isso também pode nos ajudar a entender como o ancestral comum do homem e desses dois grandes primatas era. Com este conhecimento, seríamos capazes de enxergar quais características especificamente humanas foram adquiridas pela nossa linhagem ao longo do tempo”, afirmou Prüfer.

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