Pesquisa mostra que idade tem cheiro

Cientistas descobriram que jovens conseguem descobrir se uma pessoa é idosa pelo odor de seu corpo

Alessandro Greco, especial para o iG |

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Pesquisa descobriu que é possível identificar a idade de uma pessoa pelo odor do seu corpo
Cada idade tem um odor característico. Esta é a conclusão de pesquisadores do Centro Monell, nos Estados Unidos que publicaram um estudo nesta quarta-feira (30) sobre o tema no periódico científico PLOs One.

“Esperávamos este resultado porque já havia sido demonstrado que animais eram capazes de saber a idade baseado no cheiro do corpo. Embora você possa pensar que humanos têm um olfato pouco desenvolvido, somos geralmente tão bons quanto muitos animais. Diversos estudos mostraram que se você obrigar uma pessoa a confiar apenas no olfato, ela obtém resultados muito bons e é até capaz de rastrear uma possível presa se você colocá-la de joelhos e fazê-la cheirar o chão. Entretanto, na vida diária, é muito raro fazer isso e geralmente preferimos deixar nosso nariz bem acima do solo onde comparativamente há poucos odores”, explicou ao iG Johan Lundström, principal autor do estudo.

O trabalho foi realizado com três grupos de pessoas – jovens (20-30 anos), meia idade, (45-55 anos) , e idosos (75-95) – que dormiram (cada uma) cinco noites com absorventes debaixo do braço. Os absorventes foram então picados e colocados em jarras para serem cheirados por 41 jovens (20-30 anos) que tentaram descobrir quais odores eram do grupo de idosos e também avaliaram a intensidade e o quão agradáveis eles eram.

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Ao fazer a análise estatística dos resultados, Lundström descobriu que muito dessa capacidade de discernimento das idades vinha da habilidade de distinguir o odor dos idosos das outras. “Não sabemos exatamente como isso acontece e com base no quê. Imaginamos que, conforme envelhecemos, o cheiro do nosso corpo mude devido à quebra acelerada de diversas células do corpo. O que pode estar acontecendo é que alguns químicos no cheiro do corpo estejam, de alguma forma, sinalizando a idade que temos”, afirmou Lundström. E completou: “Atualmente estamos tentando identificar quais compostos específicos estão levando a esses efeitos. Isto vai nos ajudar a determinar como o cérebro é capaz de detectar e extrair essa informação do odor do nosso corpo, que é quimicamente complexo”.

A pesquisa mostrou também, de forma surpreendente para alguns, que o cheiro dos idosos é menos intenso e menos desagradável do que o odor dos outros dois grupos mais jovens.

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