Soyuz com 3 tripulantes a bordo se acopla com sucesso à ISS

Missão espacial vai durar 126 dias e deve lançar um satélite que vai prever prazos e lugar da queda de objetos na Terra

EFE |

A nave russa Soyuz TMA-04M com três tripulantes a bordo - dois russos e um astronauta da Nasa de origem portorriquenha - se acoplou nesta quinta-feira com sucesso à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). A nave se enganchou ao porto de acoplamento do módulo Poisk, que faz parte do segmento russo da ISS, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia, citado pela agência "Interfax".

A tripulação da nave, lançada na terça-feira a partir da base cazaque de Baikonur , é integrada pelos russos Gennady Padalka e Sergey Revin e o astronauta da Nasa de origem portorriquenha Joe Acaba. Os três astronautas serão recebidos por outros três tripulantes da plataforma internacional: o russo Oleg Kononenko, o holandês Andre Kuipers e o americano Donald Pettit.

A duração da missão espacial de Padalka, Revin e Acaba será de 126 dias. Poucos dias após sua chegada à ISS, os três, junto aos tripulantes veteranos, serão testemunhas da histórica chegada à plataforma espacial do novo cargueiro americano Dragon, que será lançado pela Nasa em 19 de maio. Em caso de êxito, essa será a primeira nave espacial privada a acoplar-se à ISS.

O comandante da 31ª missão será Padalka, que a seus 53 anos é um veterano cosmonauta que já viajou duas vezes à ISS e uma à lendária estação soviética MIR, totalizando 585 dias no espaço. Para Acaba, ex-professor de ciências e matemática, que acedeu ao programa de astronautas da Nasa em 2004 e voou ao espaço nas hoje aposentadas naves americanas, essa será sua segunda missão a bordo da ISS. Já o russo Revin, de 46 anos, voa pela primeira vez ao espaço, embora faça parte do programa de pilotos da Roscosmos, a agência espacial russa, desde 1996.

Além dos tradicionais experimentos e caminhadas espaciais, a 31ª missão deve lançar um satélite que se encarregará de prever os prazos e o lugar da queda em nosso planeta dos restos de estruturas espaciais e satélites de comunicações. O programa científico da expedição inclui a realização de 40 experimentos em áreas como ecologia, medicina e física.

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