Deslocamentos das placas tectônicas poderiam ser identificados ainda no decorrer do terremoto

Tsunami invade cidade de Kamaishi, no nordeste do Japão (11 de março de 2011)
AP
Tsunami invade cidade de Kamaishi, no nordeste do Japão (11 de março de 2011)
A utilização de dados de GPS permitiria emitir mais rapidamente alertas de tsunami, avaliaram cientistas do Centro Alemão de Pesquisas em Geociência (GFZ), em Potsdam, que apresentaram seu estudo nesta quarta-feira em Viena.

"Nós analisamos os dados de 500 estações de GPS após o terremoto de Fukushima e observamos que uma estimativa correta da magnitude 9 e do tsunami seria possível entre três e quatro minutos após o início do tremor", explicou Andrey Babeyko, pesquisador do GFZ, citado em um comunicado.

Os deslocamentos horizontais e verticais das placas tectônicas poderiam ser identificados ainda no decorrer do terremoto, o que representaria uma vantagem quando o epicentro se situasse perto da costa, onde a ocorrência de um tsunami daria pouco tempo de reação.

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Os instrumentos sismológicos tradicionais são comparativamente mais lentos em gerar uma estimativa completa de um tremor de terra e tendem a subestimar a magnitude de sismos importantes, segundo os pesquisadores.

Os dados de sistemas de posicionamento global, por outro lado, permitiriam produzir um alerta de tsunami mais detalhado, avaliou a equipe do GFZ, que participa do congresso anual da União Europeia de Geociência (EGU), que se celebra em Viena até a próxima sexta-feira.

Para Babeyko, tal sistema seria "um instrumento preciso em todas as regiões expostas a sismos e tsunamis".

Em 11 de março do ano passado, um terremoto de magnitude 9, seguido de um enorme tsunami, devastaram o nordeste do Japão, deixando 19.000 mortos e provocando um incidente importante na usina nuclear de Fukushima, situada perto do epicentro.

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