Ursos polares são mais antigos do que se pensava

Estudo do genoma da espécie mostra que animal se diferenciou há 600.000 anos, o que piora suas chances contra o aquecimento global

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O frio extremo de fevereiro na Alemanha pegou de surpresa até os ursos polares do zoológico de Berlim
Os ursos polares tornaram-se uma espécie diferente de seus parentes mais próximos há 600.000 anos, muito antes do que se pensava, o que representa um desafio maior ante o atual processo de mudança climática, informou um estudo publicado nesta sexta-feira nos Estados Unidos.

Análises anteriores diziam que a espécie tinha, apenas, 150.000 anos. Mas os ursos polares levaram cinco vezes mais tempo para se adaptar às condições do Ártico, segundo uma análise publicada no periódioco Science.

Este longo período de adaptação também significa que esses animais poderão não ter tempo para se acostumar ao aquecimento das regiões polares observado no planeta, sugeriram os autores.

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Pesquisas anteriores haviam se centrado, principalmente, no DNA mitocondrial, que só representa uma pequena parte de todo o genoma e é transmitido pela mãe à sua descendência. Assim, os zoólogos concluíram que o urso polar era uma forma do urso pardo do norte de aparecimento recente.

Mas o trabalho de Frank Hailer, do Centro de Estudos sobre a Biodiversidade e o Clima de Frankfurt, Alemanha, mostrou que tanto os ursos polares quanto os pardos são muito mais antigos do que se acreditava e que, além disso, são espécies geneticamente distintas.

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A origem anterior comum da espécie "faz supor que os ursos polares como espécie viveram vários ciclos glaciais e tiveram tempo considerável para se adaptar às condições do Ártico", segundo o estudo.

A pesquisa também mostrou que as mudanças causadas no hábitat e na caça, as substâncias tóxicas, e outros "fatores de estresse" provocados pelos seres humanos, "poderiam aumentar o impacto das mudanças climáticas, o que representa uma nova e provavelmente profunda ameaça à sobrevivência do urso polar".

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