Risco de proliferação de doenças põe Alagoas em emergência

Após chuvas, boletim epidemiológico informa seis ocorrências de leptospirose, além de casos de diarréia e doenças respiratórias

AE |

O Estado de Alagoas decretou nesta terça-feira estado de emergência de saúde pública por causa do risco de proliferação de doenças. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde, no primeiro boletim epidemiológico das áreas atingidas pelas enchentes que castigaram o Estado nas últimas semanas (veja galeria de fotos abaixo) . Seis casos de leptospirose já foram registrados no Estado.

Segundo o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância à Saúde (CIEVS-AL), foram detectados nesta terça quatro casos de leptospirose em Capela; um caso de acidente por animal peçonhento, 34 casos de diarreia e 42 casos de síndrome respiratória em Quebrangulo; oito casos de acidente por animal peçonhento em São José da Laje; 15 casos de diarreia em Murici; e dois casos de leptospirose em Santana do Mundau.

Segundo os dados da Defesa Civil, 28 municípios foram afetados, correspondendo a 27,4% do total do Estado. Destes, quatro decretaram estado de emergência e 15 consideraram o evento como calamidade pública. O número de pessoas afetadas foi 181.020. Trinta e sete morreram. O município com maior porcentual de pessoas afetadas foi Santana do Mundaú (99,7%) seguido de União dos Palmares (87,7%).

Mortes 

A Defesa Civil de Alagoas  confirmou que mais três pessoas morreram vítimas das fortes chuvas que devastaram cidades do Nordeste do País nas últimas semanas. Os três corpos, ainda não identificados, foram localizados no município de União dos Palmares, um dos mais atingidos pelas cheias.

Está em 37 o número de desaparecidos no Estado, segundo o último boletim do órgão, que divulga o número (82) 3315-2822 para quem desejar saber informações sobre familiares desaparecidos.

Há pelo menos 26.618 pessoas desabrigadas no Estado - que precisam contar com o auxílio do governo - e 47.897 desalojadas - morando temporariamente na casa de aprentes e amigos. De acordo com a Defesa Civil, os municípios de Capela e Palmeira dos Índios permanecem sem abastecimento de água e, Murici, sem energia elétrica. Todos os trabalhos de assistência são feitos com a ajuda de geradores. 
O Estado conta com 15 cidades em estado de calamidade pública e outras 4 em emergência. As cidades Branquinha e Santa do Mundaú contam com hospitais de campanha.

Doações

A Defesa Civil de Alagoas informou nesta terça que, no momento, não são mais necessárias doações de roupas e calçados, pois há um bom estoque destes produtos. O órgão pede agora colchões, cobertores, produtos de higiene pessoal e material de limpeza para as vítimas das enchentes que devastaram cidades alagoanas e pernambucanas nas últimas semanas.

Reconstrução

O governo de Alagoas instituiu uma comissão especial para serviços de infraestrutura e de reconstrução nas cidades atingidas pelas enchentes, segundo decreto que foi publicado no Diário Oficial na segunda-feira. A medida tem como objetivo definir, incrementar e agilizar os trabalhos de construção, reconstrução e recuperação de residências e prédios públicos nos municípios alagoanos atingidos pelas chuvas das últimas semanas.

Pernambuco 

Em Pernambuco, o número de mortos se manteve inalterado, de acordo com boletim da Defesa Civil desta terça-feira. As últimas vítimas foram Renata Bezerra da Silva, de 2 anos, no deslizamento de barreira na Linha do Tiro, e Leonilson Ferreira da Silva, de 34 anos, que morreu levado pela enxurrada no município de Gameleira.

O número de municípios em estado de calamidade pública no Estado subiu de nove para doze na segunda-feira, sendo incluídas por meio de decreto publicado no Diário Oficial as cidades de Primavera, Catende e Maraial. Com isso, vai a 27 os municípios em situação de emergência. No total, são 67 municípios pernambucanos afetados pelas chuvas.

* Com informações da Agência Estado


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