Barragens são a solução, dizem autoridades

Governador de Pernambuco afirma que são necessários R$ 600 milhões para a construção de barragens só no rio Una

Ricardo Galhardo, enviado a Palmares (PE) |

Impedir a construção de casas em áreas de risco e construir barragens que permitam às autoridades controlar a vazão dos rios em casos de excesso de chuva. Estas são as duas soluções apontadas pelas autoridades para que catástrofes como a que atingiu os Estados de Pernambuco e Alagoas no último final de semana não voltem a ocorrer.

“A engenharia que resolve isso são as barragens que controlam a vazão dos rios”, disse o coronel Carlos Casanova, comandante do Corpo de Bombeiros de Pernambuco ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã desta quinta-feira, em Palmares, uma das cidades mais atingidas pelas enchentes no Estado.

Segundo o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), o Estado tem um estudo que prevê a necessidade de R$ 600 milhões para a construção de barragens só no rio Una, que arrasou pelo menos sete cidades na cheia de sexta-feira. Em função do alto custo e da falta de verbas, o Estado ainda não tem projetos para as barragens.

Segundo Campos, além do dinheiro, entraves ambientais também podem dificultar a realização das obras. “Em alguns casos nem sabemos o impacto ambiental que uma obra deste porte pode ter”, afirmou.

O governador lembrou que uma barragem construída no rio Capibaribe durante o governo de seu avô, Miguel Arraes, na década de 90, impediu que a enchente deste final de semana atingisse a capital, Recife.

Segundo ele, o governo já identificou terrenos onde serão construídos conjuntos habitacionais para as famílias que moravam nas áreas de risco em seis cidades e agora vai entrar em um processo de negociação com os proprietários. “Se não quiserem vender amigavelmente vamos desapropriar”, disse Campos.

Para o presidente Lula, impedir que as pessoas voltem a construir em áreas de risco é uma prioridade. “Isso foi uma irresponsabilidade que cometeram no passado. Se permitirmos que aconteça de novo será uma irresponsabilidade maior ainda”, afirmou.

O presidente, que prometeu incluir dar especial atenção às cidades atingidas no programa Minha Casa Minha Vida, chamou a atenção para o risco de proprietários de terras tentarem lucrar com a desgraça alheia. “Precisamos impedir a especulação imobiliária. Tem gente que nem espera o cadáver parar de se mexer e já quer ganhar dinheiro em cima”, disse Lula.

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