Forças Armadas empregam helicópteros e embarcações para facilitar deslocamento em região atingida por chuvas

Como diversas pontes foram destruídas pelas fortes chuvas que atingiram os Estados de Alagoas e Pernambuco, a dificuldade de acesso às áreas isoladas é um dos principais problemas para o trabalho das Forças Armadas na região. As chuvas deixaram 52 mortos e milhares de desabrigados .

Para contornar o problema, houve reforço da frota de helicópteros para atender a área - agora são nove equipamentos militares, dos quais seis foram disponibilizados pelo Exército, um é da Marinha e dois, da FAB. Também estão sendo empregadas 13 embarcações - sendo a maioria botes do Exército - para facilitar os deslocamentos nas áreas onde pontes foram interditadas.

Neste fim de semana, as Forças Armadas Brasileiras continuam a distribuição de alimentos, água e remédios para os municípios atingidos. A Aeronáutica intensificou o transporte de equipamentos e doações. Segundo a Defesa Civil, somente na sexta-feira, foram movimentadas 82 toneladas de carga.

Estragos causados pela chuva na rua principal de São José da Lage, no município de Branquinhas
AE
Estragos causados pela chuva na rua principal de São José da Lage, no município de Branquinhas
Um dos municípios atendidos pelo Exército é Branquinha , que foi praticamente destruído pela enchente do Rio Mundaú, no dia 19. Para atenuar o sofrimento das vítimas locais, 23 militares, que trabalham na coleta e distribuição de mantimentos, foram a primeira ajuda a chegar à após a enxurrada. Eles também contam contam com dois helicópteros para levar cestas básicas para as pessoas que ficaram isoladas. 

Voluntários

Além do trabalho das Forças Armadas, um grupo de professores e enfermeiros percorreu mais de 140 quilômetros entre os municípios de Matriz do Camaragibe e Branquinha para prestar solidariedade às vítimas.

De acordo com o enfermeiro Jaídson Vasconcelos, ele e os amigos recolheram roupas, água e comida em Matriz Camaragibe para levar para Branquinha.  “Arrecadamos os mantimentos e pedimos o transporte ao prefeito para que pudéssemos entregar”, contou. “Também houve enchente na nossa cidade, mas a situação aqui é muito mais dramática”, acrescentou.

“Temos muitos amigos em Branquinha. Ficamos sensibilizados com o que aconteceu e decidimos ajudar”, disse o professor de educação física Ronaldo Miranda, que faz parte do grupo de voluntários. No meio da rua, o grupo parou o micro-ônibus e logo os desabrigados fizeram fila sob o sol forte para receber a ajuda. “É uma benção”, resumiu Maria dos Santos, uma das desabrigadas que aguardavam para receber uma peça de roupa.

*Com Agência Estado e Agência Brasil

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