explosão do gás metano. Há quem discorde. O geólogo e professor Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Luiz Carlos Bertolino, afirma que o fator primordial do deslizamento de terra foi o relevo encharcado. ¿O solo da região já era propício ao desmoronamento antes de habitarem a encosta¿, diz." / explosão do gás metano. Há quem discorde. O geólogo e professor Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Luiz Carlos Bertolino, afirma que o fator primordial do deslizamento de terra foi o relevo encharcado. ¿O solo da região já era propício ao desmoronamento antes de habitarem a encosta¿, diz." /

Solo já era propício ao desmoronamento antes de habitarem a encosta, diz geólogo

A secretária estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Marilene Ramos, afirmou que a provável causa do deslizamento no Morro do Bumba, em Niterói, foi uma http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/04/08/lixo+em+decomposicao+teria+causado+explosao+no+rj+9452457.htmlexplosão do gás metano. Há quem discorde. O geólogo e professor Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Luiz Carlos Bertolino, afirma que o fator primordial do deslizamento de terra foi o relevo encharcado. ¿O solo da região já era propício ao desmoronamento antes de habitarem a encosta¿, diz.

Isis Diniz, especial para o iG |

A decomposição do lixo pode gerar bolsões de metano ¿ um gás tóxico e inflamável. Ele pode explodir em contato com faíscas como, por exemplo, feita pela escavadeira ao bater em uma rocha. Mas o deslizamento de terra ocorreu por fatores naturais e foi agravado pela ação do homem, conta Bertolino. Jamais o poder público deveria ter deixado as pessoas construírem casa no Morro do Bumba, completa.

Niterói possui um solo propício ao deslizamento, chamado gnaisse facoidal, que, por ser espesso e poroso, é suscetível à infiltração de água. Como choveu quase ininterruptamente, o solo do morro foi encharcando. Em certo momento, a água não tinha mais por onde infiltrar, pois encontrou a rocha que fica abaixo do solo. Aquela terra molhada virou lama que, devido à força da gravidade, desceu como uma avalanche, explicou ao iG .

No entanto, na área existia um pequeno vale que, junto com a encosta do morro, foi usado como um lixão há mais de 40 anos. O local estava, aparentemente, estável com vegetação e casas sobre o lixão, diz. Porém, um terreno feito de resto orgânico, plástico, metais, madeira, areia e tudo o mais que é jogado no lixo é diferente de um solo, diz Bertolino.

AFP

Morro do Bumba, em Niterói

O lixo gera gases e demora anos para se decompor, por isso um lixão é mais instável. Os bombeiros estão tendo dificuldade. As máquinas, ao avançar sobre os escombros podem ir afundando naquela mistura de terra e lixo, diz. Além disso, o morro pode continuar desmoronando até a área se estabilizar, explica o geólogo.

Ele conta que, para os pesquisadores e para os bombeiros, é inédito trabalhar com um desmoronamento de terra e lixo desta magnitude. Nunca tivemos um problema tão grande quanto esse no Brasil. Para piorar, há um risco das toxinas liberadas pelo lixo em decomposição causarem, num futuro próximo, problemas para a saúde da população e de quem está trabalhando no local, finaliza.

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