Sobe para 231 o número de mortos pela chuva no Rio de Janeiro

Subiu para 231 o número de vítimas fatais em razão do mau tempo que atinge a Região Metropolitana do Rio de Janeiro desde a noite da última segunda-feira. Em Niterói, município mais afetado pelas chuvas, já são 146 mortos. Desse total, 37 pessoas moravam no Morro do Bumba.

iG Rio de Janeiro |

Arte iG

Segunda cidade mais atingida pelo mau tempo, o Rio de Janeiro contabiliza 65 vítimas fatais, sendo 30 do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, no centro da capital fluminense. O município de São Gonçalo registra 16 mortos. Magé, Nilópolis, Engenheiro Paulo de Frontin e Petrópolis tiveram um morto cada.

No último sábado, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, determinou a desapropriação das casas localizadas nas imediações do Morro do Céu, na zona norte de Niterói. Os trabalhos começaram com o levantamento do número de famílias que moram na região, assim como quantos imóveis existem no local e o valor da indenização a ser paga aos desapropriados.

Hélio Motta

Morro do Bumba, onde deslizamento de terra já matou mais de 30 pessoas

Tragédia anunciada

Os trabalhos na remoção dos escombros do deslizamento no Morro do Bumba contam com cerca de 120 homens do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil a cada turno. De acordo com a Defesa Civil, são retirados, por dia, 200 caminhões de escombros, com capacidade para 30 toneladas cada.

Segundo especialista ouvido pelo iG , a prefeitura de Niterói sabia do risco de desabamento que os moradores do Morro do Bumba corriam . Um estudo da Universidade Federal Fluminense (UFF), que mapeou aspectos geológicos e condições do solo, foi entregue em 2004 à Prefeitura na gestão do então prefeito Godofredo Pinto.

"Os governantes já sabiam que essa tragédia em Niterói poderia acontecer. Não sabiamos quando, mas mostramos onde poderia acontecer", disse o geólogo Adalberto da Silva, um dos autores do estudo. "Do total de áreas que sofreram deslizamento, em 90% delas avisamos que corriam risco. Inclusive o Morro do Bumba", contou o especialista.

Silva relatou que a área, que já foi um lixão, não passou por drenagens. "Mesmo com obras de drenagem seria arriscado construir e manter residências no terreno que já foi um lixão. Imagine sem essas obras", enfatizou. 

Segundo o especialista, a combinação de água em excesso e gás metano, originário da decomposição do lixo, foi fatal, numa área onde o solo já era vulnerável por ter abrigado um aterro sanitário.


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