Rio de Janeiro registra 175 mortos pela chuva

A Defesa Civil do Rio de Janeiro registra 175 mortes no Estado provocadas pela chuva desde segunda-feira. Equipes do Corpo de Bombeiros já resgataram, até as 19h10 desta quinta-feira, 161 feridos. De acordo com o boletim da corporação, foram encontraram 100 corpos em Niterói, 55 no município do Rio, 16 em São Gonçalo, um em Nilópolis, um em Petrópolis, um em Paracambi e um em Magé.

iG São Paulo |


Arte iG

Com isso, a tragédia no Rio já supera a ocorrida em Santa Catarina , em novembro de 2008, quando morreram 135 pessoas por causa dos temporais.

EFE
Moradores do Rio de Janeiro tentam salvar pertences após deslizamentos
No entanto, a previsão é de que o número aumente durante as buscas no Morro do Bumba, em Niterói, após soterramento de cerca de 50 casas. O Corpo de Bombeiros estima que na região da tragédia em Niterói viviam cerca de 200 pessoas.

Segundo informações repassadas pela corporação e pelos municípios, o número de feridos chegou a 403. Cerca de 7.250 edificações foram danificadas por deslizamentos e vendavais e outras 413, destruídas.

Na capital fluminense, as mortes foram registradas em Santa Teresa/Morro dos Prazeres, Morro dos Macacos, Morro do Turano, Comunidade Santa Maria/Taquara, Santa Teresa/Morro das Oliveiras, Morro do Borel/Tijuca, Ladeira dos Guararapes/Cosme Velho, Andaraí, Recreio dos Bandeirantes, Humaitá, Cascatinha, Ilha do Governador e Rocinha.

Em São Gonçalo, na Região Metropolitana, as mortes foram registradas nos bairros Novo México, Jardim Catarina, Zumbi e Itaúna. Em Niterói, também na Região Metropolitana, as mortes aconteceram nos bairros Fonseca, Cubango e Santa Bárbara.

Em Petrópolis, na Região Serrana, a vítima fatal foi um homem de 42 anos, deficiente físico. Ele estava na casa atingida pelo desmoronamento de um morro no bairro Quitandinha.

Marcio Marques

Desmoronamento no Rio Comprido

Em Nilópolis, na Baixada Fluminense, um homem de 33 anos morreu após o desabamento do imóvel de dois andares onde morava. O prédio ficava às margens do rio Sarapuí.

Histórico

A chuva está sendo considerada a mais intensa já registrada na cidade nas últimas décadas. Muitas pessoas não conseguiram retornar para suas casas na segunda-feira, pois o transporte público foi afetado devido a áreas de alagamento registradas em diversas partes da capital e região metropolitana.

O prefeito Eduardo Paes informou que em menos de 24 horas choveu em média 288 milímetros na cidade, e que havia pelo menos 10 mil residências em locais de risco, principalmente em morros e favelas. "É a maior chuva das grandes tragédias da história do Rio de Janeiro ", avaliou.

De acordo com o instituto de meteorologia Climatempo, num período de 12 horas entre segunda e terça-feira choveu o que estava previsto para todo o mês de abril.




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