A ressaca no mar causa alguns problemas no Rio de Janeiro na manhã desta sexta-feira. Nas barcas, a linha que faz o trajeto Charitas-Praça XV está suspensa, sem previsão de retorno. De acordo com a concessionária Barcas S.A., as embarcações que fazem esse trajeto passam na entrada da Baía de Guanabara, onde as ondas chegam a atingir três metros de altura. As demais linhas operam normalmente, com intervalos regulares de 10 minutos.

Isac Luz
Surfistas no mar de Copacabana, no Rio de Janeiro

Surfistas no mar de Copacabana, no Rio de Janeiro

No aeroporto Santos Dumont, localizado no Aterro do Flamengo, o mar atingiu parte da cabeceira da pista. O terminal chegou a ficar fechado das 6h40 às 7h15. No momento, o aeroporto está aberto para pousos e decolagens, operando visualmente. A Infraero informa que ainda há um pouco de areia e água na pista, diminuindo sua extensão e dificultando as manobras. O aeroporto do Galeão opera normalmente.

A ressaca do mar também causa problemas no tráfego da capital fluminense. No Aterro do Flamengo, via expressa que faz a ligação entre a zona sul e o centro do Rio, a Avenida Infante Dom Henrique está com restrições próximo ao Morro da Viúva. Segundo a CET-Rio, somente duas faixas estão abertas no sentido centro. A via ficou interditada durante a madrugada devido à maré alta que estava jogando água e pedras nas pistas.

Isac Luz
Ressaca no Aterro do Flamengo, no Rio

Ressaca no Aterro do Flamengo, no Rio

Em Copacabana, por causa da ressaca do mar, a pista reversível da Av. Atlântica, no trecho compreendido entre as ruas Miguel Lemos e Bolívar, foi prolongada até o início da tarde, mas já foi desfeita e o trânsito voltou ao normal nos dois sentidos.

Na manhã desta sexta-feira, a serra da Grota Funda, na zona oeste da cidade, foi liberada ao tráfego. No entanto, a CET-Rio informou que enquanto não forem concluídas as obras necessárias em pontos críticos de deslizamentos, a serra ficará interditada em ambos os sentidos, diariamente, das 24h às 6h.


A ressaca no mar é reflexo da frente fria que chegou ao Estado do Rio de Janeiro no começo da semana trazendo fortes chuvas e que já provocaram a morte de pelo menos 182 pessoas. Um ciclone extratropical passou perto do litoral do Rio, aumentando o tamanho das ondas em até quatro metros.

"A ressaca pode piorar ainda mais, porque a maré vai atingir o seu auge no início da tarde, então há mais riscos de mais areia e água invadindo as pistas", alerta o oceanógrafo David Zee.

A previsão é que no sábado o risco de ressaca nas praias diminua. No domingo, com o maior afastamento do ciclone extratropical, não haverá mais risco de ressaca, porém as ondas devem continuar grandes e o mar perigoso para banhistas e pequenas embarcações.

Futura Press
Garis

Garis trabalham na remoção da areia no calçadão da praia de Cobacabana

*com informações da Agência Reuters


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