Remoções em áreas de risco no Rio de Janeiro atingirão 3,6 mil famílias

O plano de remoção de moradores de oito comunidades em áreas de risco no Rio de Janeiro atingirá 3,6 mil famílias. As demolições das casas já começaram pelo Morro do Urubu, em Pilares, na zona norte, onde segundo o prefeito Eduardo Paes (PMDB) em seu microblog (Twitter) a sorte impediu que os estragos da chuva atingissem a comunidade. A Defesa Civil registra mais de 220 mortes no Estado.

iG São Paulo |

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Além do Urubu, serão removidas construções na favela São João Batista, em Botafogo; Cantinho do Céu e Pantanal, no Morro do Turano, na Tijuca; Laboriaux, na Rocinha; Parque Colúmbia, em Acari e Morro dos Prazeres - onde pelo menos 30 pessoas morreram em decorrência de deslizamentos - e Fogueteiro, ambos em Santa Teresa, no Centro. Segundo Paes, os moradores desses locais irão receber aluguel social no valor de R$ 400 mensais.

AFP
Famílias são removidas de áreas de risco no Rio de Janeiro
As oito comunidades não fazem parte da lista de 130 favelas consideradas em áreas de risco, em relatório divulgado pela prefeitura no início do ano. De acordo com o documento, 13 mil domicílios estavam comprometidos.

De acordo com Paes, o governo do Estado do Rio de Janeiro cedeu o terreno onde ficava o presídio da Frei Caneca, no centro da cidade, para a construção de 2.300 unidades habitacionais. Os moradores das comunidades dos Prazeres [mil] e do Fogueteiro [500] serão reassentados neste novo condomínio, cujo projeto será apresentado detalhadamente nesta segunda-feira pelo prefeito.

As famílias da comunidade do Urubu [250] receberão habitações instaladas em duas unidades do Minha Casa Minha Vida, no bairro de Realengo. Os desabrigados da comunidade de São João Batista [350] terão a possibilidade de receber indenização ou de se juntarem aos moradores da Frei Caneca, enquanto os do Cantinho do Céu e Pantanal [500] receberão aquisição assistida. Nesse modelo, a pessoa escolhe um imóvel e com aprovação da prefeitura a compra é concluída.  

J.P. Engelbrecht

Demolição de casas localizadas em área de risco no Morro do Urubu

Além desses terrenos, a prefeitura irá comprar mais um espaço da concessionária de energia Light, em Triagem, que será usado para a construção de 1,5 mil unidades habitacionais. O terreno estava à venda por R$ 30 milhões e, após negociações, a prefeitura o adquiriu pela metade do valor, parcelando a quantia de R$ 15 milhões em 24 vezes.

Mapeamento

A Geo-Rio começa nesta segunda-feira um mapeamento de risco geológico, com conclusão prevista para seis meses, que viabilizará a elaboração de um programa para remanejamento das famílias que habitam em áreas de risco.

Esse trabalho será feito para que haja efetivamente uma diminuição das tragédias que se abatem na cidade do Rio de Janeiro, cada vez mais, em períodos mais curtos, anunciou Eduardo Paes. Com as quatro mil unidades do programa Minha Casa Minha Vida, com a construção dos bairros da Frei Caneca e da Triagem, a cidade terá condição de atender oito mil pessoas, estima o prefeito.

J.P. Engelbrecht

Famílias do Morro do Urubu serão reassentadas em Realengo

O objetivo da prefeitura é reassentar as famílias, de modo que não percam o vínculo com sua comunidade de origem. Estamos usando esse critério e oferecendo alternativas de para que as pessoas continuem morando em áreas próximas, explicou Paes, completando que esse trabalho está sendo conduzido pelos subprefeitos, com o apoio das associações de moradores.

(*com informações do iG Rio de Janeiro e Agência Estado)

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