Prefeitura do Rio lança projeto de bairro exclusivo para vítimas de enchentes

A Prefeitura do Rio de Janeiro lançou nesta terça-feira o projeto de um condomínio com 3,4 mil unidades habitacionais para os desabrigados das enchentes que atingiram o município no mês de abril. O local fica na região de Benfica, na zona norte, e vai se chamar Bairro Carioca.

Agência Brasil |

Arte iG

O terreno, de 122 mil metros quadrados, em frente à estação de metrô de Triagem, foi comprado da concessionária de energia elétrica Light pelo valor de R$ 15 milhões. O empreendimento vai custar cerca de R$ 200 milhões - R$ 150 milhões serão custeados pelo programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida e o restante, pela prefeitura.

Serão construídos 170 edifícios de cinco andares sem elevador, divididos em dez condomínios. Cada apartamento terá cerca de 42 metros quadrados e dois quartos.

O prefeito Eduardo Paes disse que as obras começam ainda nesta semana e que os novos moradores não vão precisar pagar pelos imóveis. A ideia é criar um bairro modelo na região.

A gente quer criar um bairro diferenciado na cidade, com infraestrutura. Estamos falando de uma área que fica a cinco minutos do centro, do lado do metrô, de várias escolas já existentes, vários shoppings. Não estamos jogando as pessoas lá para longe em lugares sem infraestrutura, disse.

Beth Santos

Prefeito Eduardo Paes avalia planta do projeto do Bairro Carioca

Além dos apartamentos, serão construídas três escolas, duas creches, três praças, um clube com piscinas e quadras poliesportivas, um posto de policiamento comunitário e uma Clínica da Família para atender aos cerca de 13,6 mil moradores do futuro bairro.

A previsão da prefeitura é de que o condomínio fique pronto em meados do ano que vem. Enquanto isso, as cerca de 3 mil famílias desabrigadas no município vão contar com a ajuda do aluguel social no valor de R$ 400.

Paes anunciou a desapropriação de dois terrenos em Curicica, Jacarepaguá, que equivalem a uma área de 415 metros quadrados onde serão construídas mais de 4 mil unidades do Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda de até 3 salários mínimos.

Nossa meta é que num prazo de 18 a 24 meses a gente tenha no Rio de Janeiro entre 10 mil e 12 mil unidades habitacionais para a população de baixa renda, disse o prefeito.

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