Início de protesto provocou pânico e boatos sobre arrastão em Niterói, diz coronel

O comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Ruy França, afirmou nesta quinta-feira que um início de protesto provocou pânico e boatos sobre um suposto arrastão no começo da tarde pelas ruas do município mais fragilizado com mortes e deslizamentos provocados pelas chuvas no Estado do Rio.

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |



Arte iG

Segundo o coronel, os botados, que levaram comerciantes a fechar as portas de estabelecimentos, tiveram origem a partir de uma informação de que moradores do Morro do Estado fariam uma manifestação.  O boato se espalhou para o centro da cidade, e alguns comerciantes da Avenida Amaral Peixoto fecharam suas lojas, iniciando um processo em cadeia, explicou o coronel.

Segundo França, estabelecimentos no centro de Niterói, Icaraí, Santa Rosa, São Francisco e Fonseca interromperam suas atividades por conta dos boatos, assim como o shoping Bay Market, na Amaral Peixoto.

O comandante afirmou também que deslocou um efeito com cerca de 40 viaturas para vasculhar a cidade após as notícias, mas não foi notificada nenhuma ocorrência.

Ele disse não ter informação sobre se aconteceu a manifestação programada pelos moradores. A reportagem do iG , no entanto, acompanhou um início de tumulto provocado por moradores que, exaltados, começaram a quebrar vidros de lojas como a joalheria H Stern na avenida Amaral Peixoto. Com medo, a Casas Bahia, localizada no Bay Market, encerrou o expediente, assim como boa parte dos estabelecimentos da região - que, até o final da tarde, ainda funcionavam com as portas arriadas.

No município, cerca de 90 pessoas morreram, vítimas de deslizamentos após dias de forte chuvas desde o início da semana. Um dia antes, um deslizamento de grandes proporções soterrou cerca de 200 pessoas, o que mobilizou praticamente todas as atenções das autoridades para trabalharem nos resgates.

Veja imagens do morro do Bumba

Trabalho de resgate

Cinco unidades dos bombeiros, entre os quais o Grupamento Florestal com cães farejadores, foram deslocadas para o Morro do Bumba. Cerca de 150 homens trabalham no local.

A tragédia no Rio já supera a ocorrida em Santa Catarina, em novembro de 2008, quando morreram 135 pessoas por causa dos temporais. A maioria dos óbitos, no Rio, foi causada por deslizamentos de terra ou desabamentos, segundo informações da Defesa Civil do Estado.

Segundo a Defesa Civil, a contagem oficial do número de mortos no Estado do Rio até as 14h30 é de 161 vítimas, sendo 52 no Rio de Janeiro, 89 em Niterói, 16 em São Gonçalo, 1 Petrópolis, 1 Magé, 1 Paulo de Frontin e 1 em Nilópolis.

Em relação ao número de feridos, a corporação informa que o número muda rapidamente. O último balanço realizado aponta 161 resgatados em todo o Estado do Rio.

* Com informações de Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro.


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