Governo libera R$ 1 bilhão para financiar casa própria para desabrigados no Rio

O governo federal liberou uma reserva de R$ 1 bilhão para que o Rio e outros municípios fluminenses atingidos pela chuva possam financiar moradias para os desabrigados. A medida se une à liberação de parte dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para as famílias atingidas pelo temporal que haviam sido anunciados também nesta sexta-feira mais cedo.

iG São Paulo |


Arte iG

A medida prevê a criação do Pró-moradia Emergencial ¿ uma linha de financiamento para a construção de casas próprias, com prazo de pagamento de 30 anos e juros de 3% ao ano. As linhas de crédito oferecidas atualmente pela Caixa Econômica Federal operam com prazo de 20 anos e juros de 6% ao ano.

A outra medida prevê a liberação, por parte do Ministério do Trabalho, de até R$ 4,6 mil do valor do FGTS do trabalhador que habite áreas dos municípios fluminenses, onde tenha sido decretado estado de emergência ou calamidade pública. De acordo com o ministro Carlos Lupi, o dinheiro já poderá ser sacado na próxima semana em agências da Caixa.

O Corpo de Bombeiros encontrou, nesta sexta-feira, mais corpos de vítimas de deslizamentos e alagamentos no Rio de Janeiro. Com isso,  já passa de 200 o número de mortos em razão das chuvas no Estado . A cidade de Niterói continua como a cidade mais afetada pelos temporais e contabiliza mais de 130 mortos.

Tragédia anunciada

Segundo especialista ouvido pelo iG , a prefeitura de Niterói sabia do risco de desabamento que os moradores do Morro do Bumba corriam . Um estudo da Universidade Federal Fluminense (UFF), que mapeou aspectos geológicos e condições do solo, foi entregue em 2004 à Prefeitura na gestão do então prefeito Godofredo Pinto. "Os governantes já sabiam que essa tragédia em Niterói poderia acontecer. Não sabiamos quando, mas mostramos onde poderia acontecer", disse o geólogo Adalberto da Silva, um dos autores do estudo.

"Do total de áreas que sofreram deslizamento, em 90% delas avisamos que corriam risco. Inclusive o Morro do Bumba", contou o especialista. Silva relatou que a área, que já foi um lixão, não passou por drenagens. "Mesmo com obras de drenagem seria arriscado construir e manter residências no terreno que já foi um lixão. Imagine sem essas obras", enfatizou. 

Segundo o especialista, a combinação de água em excesso e gás metano, originário da decomposição do lixo, foi fatal, numa área onde o solo já era vulnerável por ter abrigado um aterro sanitário.

*Com informações da Agência Brasil




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