Família atingida por deslizamento em carro estava a passeio no Rio de Janeiro

Passava do meio-dia da última terça-feira quando o publicitário José Carlos Dallalana Romitto Júnior, de 29 anos, sua mulher, a artesã Sabrina Javarine, o filho do casal, Matheus, e os pais de Sabrina deixaram o bairro do Paraíso, em São Paulo, rumo a Niterói, no Rio, para uma semana de passeio. Eles foram em dois carros. Na frente os pais de Sabrina, naturais da cidade fluminense, que conhecem o caminho. Atrás Júnior, como era chamado pela família, Sabrina e Matheus. O objetivo era aproveitar os últimos dias de calor para uma semana de descanso e praia.

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |


Arte iG


Faltava pouco para chegar ao destino quando, depois de mais de seis horas de chuva na estrada e engarrafamento nas vias de acesso a Niterói, os dois carros passavam pela Estrada Fróes, bairro São Francisco. O veículo de Júnior foi subtamente tragado por uma avalanche de terra que deslizou do morro e empurrado para uma garagem. No carro da frente, os sogros viram impotentes o carro ser arrastado pela lama.

Fabrizia Granatieri
Sabrina espera a liberação do corpo do marido nesta quinta-feira no IML

Sabrina, com quem o publicitário era casado há pouco mais de dois anos, e Matheus conseguiram sair do carro com ajuda do iatista Torben Grael. Um novo deslizamento, no entanto, impediu o resgate de Júnior. Seu corpo só foi retirado 12 horas depois, pelos bombeiros.

Em São Paulo, a família ainda não sabe quando poderá sepultar Júnior. "Esta demora tem causado muito sofrimento. Este desgaste todo é muito tormento", disse a tia dele, Sandra Milano. O corpo ainda aguarda liberação do Instituto Médico Legal de Niterói. Só na manhã desta quinta-feira os últimis documentos exigidos foram enviados. "Faltava a certidão de casamento e um documento com a impressão digital dele. Isso tudo foi enviado hoje (quinta) de manhã mas a situação no IML de Niterói está terrível. É muita gente morta por causa da chuva", afirmou Sandra.


Reprodução / Orkut
Foto do casamento do casal no Orkut
Júnior morava com a família em um apartamento no Paraíso perto da mãe, que mora na Vila Mariana e da avó, que vive na Vila Clementino, bairros de classe média na zona sul de São Paulo. Sem emprego fixo há alguns meses, o publicitário fazia free-lances em casa há algum tempo. Sabrina ajudava a engordar o orçamento da casa manufaturando e vendendo caixas de madeira personalizadas.

Naturais de Taiuva, no interior paulista, os parentes de Júnior estão abalados demais pela tragédia. "Me desculpe meu filho mas estou passando muito mal e não consigo mais falar", disse a avó, Hacy, ao ser procurada pela reportagem do iG. De acordo com os parentes, Sabrina também está muito abalada e a comunicação estre os parentes está difícil. "Eles perderam todos os celulares e ligam cada hora de um lugar diferente. Não temos como ligar para eles", disse Sandra.



Dramas e relatos

Leia também:

Leia mais sobre: chuvas

    Leia tudo sobre: chuvas

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG