Em desmoronamento, Cabral pergunta se área tinha "perfil pobre"

Governador do Rio quis saber se bombeiros e defesa civil conseguiriam terminar trabalho no local em 15 dias

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, chegou no início da tarde desta quinta ao Morro do Bumba, na comunidade Viçoso Jardim, em Niterói, local de um grande desmoronamento na noite de quarta, para vistoriar os trabalhos de resgate da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.

Acompanhado de seguranças, de assessores, do prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, e do ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, Cabral foi imediatamente tirar dúvidas com o corpo de Bombeiros a respeito da tragédia. A área foi isolada e os jornalistas não puderam acompanhá-lo. A reportagem do iG , no entanto, conseguiu acesso ao local e ouvir o diálogo do governador com o coronel José Paulo, do Corpo de Bombeiros.

A primeira pergunta do governador foi saber se havia uma estimativa do número de vítimas fatais. "Quantas pessoas podem ter morrido aqui?" O coronel disse que não era possível precisar. Cabral perguntou então se não era possível precisar pelo IPTU das casas. José Paulo afirmou que era melhor fazer uma estimativa pela empresa fornecedora de energia elétrica. Segundo ele, a  Ampla informou que haviam 94 clientes na área atingida. 

"Aqui era um perfil pobre? A ocupação era somente de pobres", quis saber o governador. Foi informado que o Morro do Bumba era uma área de invasão  formada por ex-sem teto.

Cabral quis então saber quanto tempo seria necessário para concluir os trabalhos dos bombeiros e da Defesa Civil no local. "Entre 10 e 15 dias?", indagou. O coronel afirmou que serão necessários bem mais de 15 dias e que será preciso retirar cerca de 1 milhão de toneladas de lixo e entulhos, cerca de 750 mil metros cúbicos. Ao ouvir isso, o governador colocou a mão na cabeça e disse: "Meu Deus...."

Claudia Dantas
Sèrgio Cabral no Morro da Bumba, em Niterói

Coletiva

Após visitar o local, Cabral conversou com os jornalistas. "Fui lá em cima do morro e fiquei muito impressionado com a dimensão da tragédia", afirmou ele, que disse que o complexo petroquímico de Itaboraí acaba de ceder vários caminhões para ajudar na retirada do lixo.

Em seguida, disse que o momento é de consternação. "Acompanhar a tragédia nos deixa transtornados. E num primeiro momento com a vontade de abraçar as famílias das vitimas e os profissionais que trabalham desde a madrugada de ontem. a hora é de mostrar solidariedade."

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