Diretor do IML diz que identificação de cada corpo pode levar de 24 a 48 horas

Apesar de garantir que o exame de necropsia é extremamente rápido, o Dr. Frank Perlini, diretor no Instituto Médico Legal (IML) do Rio, diz que o que faz a liberação dos corpos demorar é o processo de identificação. Com o movimento muito aumentado pelas vítimas da chuva no Rio, Perlini explica que a liberação de cada corpo pode levar de 24 a 48 horas.

Bia Amorim, iG Rio de Janeiro |


Arte iG

Não basta um reconhecimento visual. E como as pessoas afetadas por deslizamentos e desabamentos perderam tudo, algumas não têm sequer condições de trazer a identidade dos seus familiares, contou. Quando isso acontece, os peritos precisam fazer o reconhecimento através da digital, consultando um banco de dados com mais de cinco milhões de digitais, explicou o diretor, dizendo ainda que a identificação também é possível pela arcada dentária e exames de DNA.

Fabrizia Granatieri

Dr. Frank Perlini, diretor do IML do Rio

O Dr. Frank Perlini alertou ainda que com o passar do tempo os corpos chegam em estado adiantado de putrefação, o que dificulta ainda mais o reconhecimento. Apesar disso, o diretor afirmou que o IML está trabalhando com dez peritos no necrotério. Normalmente são três peritos de plantão, mas aumentamos bastante nossa capacidade. E se a demanda aumentar a equipe de sábado também será chamada para suprir.

Ainda segundo Perlini, o IML do Rio está preparado para receber 4/5 dos corpos das vítimas de Niterói. Lá eles só têm capacidade para realizar de 15 a 20 necropsias por dia e aqui no Rio temos 300 geladeiras disponíveis.


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