Aterro pode colocar em risco saúde da população

A informação de que o Morro do Bumba abrigou um aterro sanitário nas décadas de 70 e 80 acrescenta mais um desafio às equipes de resgate e pessoas que trabalham no local: o risco de contaminação.

Leoleli Camargo, iG São Paulo |

Sem analisar quais tipos de resíduos foram depositados no local é impossível precisar os riscos a que estão expostas as pessoas que vivem no local ou mesmo as que estão trabalhando no resgate, diz Sérgio Valentim, diretor de meio-ambiente do Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de São Paulo.

Um aterro legal é fiscalizado e usa recursos de engenharia para evitar a contaminação de populações ou fontes de água vizinhas ao local. De qualquer forma, garante Valentim, a construção de casas em um lugar como esse deveria ter sido proibida.

Reuters

Morro do Bumba, Niterói

O solo é uma espécie de filtro, com capacidade de depurar boa parte das impurezas nele depositadas. É, no entanto, uma capacidade limitada. O efeito cumulativo da deposição de poluentes na terra ainda está longe de ser totalmente elucidado, assim como o impacto dessa poluição na saúde da população que vive exposta a ela.

Segundo Valentim, se o local recebeu apenas lixo doméstico e resíduos da limpeza da cidade, quem vive no local está mais exposto a doenças causadas por microorganismos patogênicos, que proliferam com o apodrecimento do lixo. O problema, explica ele, é que o local pode ter recebido, irregularmente, quaisquer outras substâncias tóxicas.

Se as pessoas que vivem no local bebem água de poços artesianos, há risco. Se as crianças brincam na terra contaminada ou comem alimentos plantados nela também pode haver problemas diz.

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