Assistente social procura por crianças e adolescentes que moravam no Morro do Bumba

Enquanto 150 bombeiros trabalham no resgate das vítimas no Morro do Bumba, em Niterói, onde centenas de pessoas foram soterradas por um deslizamento de terra na noite de quarta-feira, vários voluntários procuram socorrrer sobreviventes.

Sabrina Lorenzi, iG Rio de Janeiro |


Arte iG

A coordenadora do Centro Juvenil Oratório Mamãe Margarida, Elaine Holanda, busca informações de crianças e adolescentes que moravam nas casas que desabaram e estavam matriculados na obra social.

O Centro fica próximo à região e ajuda 290 pessoas carentes. Enquanto procura por sobreviventes, Elaine também lembra dos alunos que morreram no desastre. Entre eles, pelo menos três já passaram pelo instituto.

Uma seria Roseane, de 18 anos, que teria sido encontrada morta abraçada ao filho que ainda era um bebê com poucos meses de vida. "Ela era uma adolescente muito prestativa. Quando completou 18 anos e se desligou da obra, continuou lá fazendo trabalho voluntário, ajudando as pessoas. Sei que também era apaixonada pelos filhos", contou Elaine.

O outro filho da Roseane, que Elaine estima ter dois anos, também morreu do deslizamento. Segundo os educadores da obra social, Roseane trabalhou na Caixa Econômica Federal como parte do programa desenvolvido pela instituição. "Eles crescem com a gente lá", disse Elaine.

O corpo do jovem chamado Christian também foi encontrado soterrado em meio a lama. Ele também fazia parte do Centro Juvenil. Christian fazia aulas de dança de rua. "Ele saiu de lá há dois anos, mas tínhamos contato com ele e estava bem"

Uma creche com capacidade para 140 crianças desabou durante o deslizamento no Morro do Bumba. Segundo relatos dos próprios moradores, 20 pessoas se encontravam no local, pois a maioria já tinha sido levada para a casa por seus pais.


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