Morador de São Gonçalo, o jovem estava visitando o pai no Morro do Bumba

"Foi tudo muito rápido. Não deu tempo nem de sentir medo". Esse é o relato do adolescente Patrick Batista Motta, de 15 anos, que estava no Morro do Bumba na noite desta quarta-feira durante o desabamento que já deixou pelo menos treze mortos. Morador de São Gonçalo, o jovem estava visitando o pai na comunidade localizada em Niterói desde segunda-feira, e iria embora amanhã. Segundo Patrick, por volta das 22h ele ouviu um estrondo e saiu correndo.

"Conversava com a minha irmã quando ouvi um barulho de árvores quebrando. Quando olhei pela janela, o morro localizado atrás da casa estava vindo abaixo. Só deu tempo de proteger o rosto e escapar por um buraco entre os escombros", relembrou emocionado.

Com o braço esquerdo totalmente arranhado e escoriações na perna, o adolescente disse que a casa do pai, de dois andares, estava próxima ao asfalto. No imóvel, além do pai, de 40 anos, estavam a madrasta, de 38, três irmãs, sendo uma de 9, uma de 13 e uma de 17 anos, e mais um vizinho de 7. "Todos nós sobrevivemos. Meu pai quebrou o joelho, minhas irmãs e o vizinho tiveram arranhões, e minha madrasta engessou a perna", contou Patrick.

Muito abalada, uma das irmãs de Patrick, Valesca Batista Motta, de 17 anos, relembrou os momentos angustiantes. "Foi horrível. Fiquei com uma laje sobre mim", disse. "Ficamos sem nada e não sei como vai ser agora. Acho que Deus ajudou a gente a nos tirar do barro. A nossa vida foi salva e isso emociona", completou a jovem, às lágrimas.



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