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Foi uma avalanche e saiu engolindo tudo , conta moradora do Morro do Bumba

A comerciante Gilcineia de Oliveira, de 45 anos, perdeu o irmão e duas sobrinhas no deslizamento de terra registrado na noite de quarta-feira, por volta das 20h50, no Morro do Bumba, em Niterói, que http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2010/04/08/com+99+mortos+niteroi+declara+calamidade+publica+9452923.htmldecretou calamidade pública. ¿Foi uma avalanche e saiu engolindo tudo¿, afirmou Gilcineia.

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |


Arte iG

Emocionada, a comerciante, que tem um bar em frente ao morro, disse que só não perdeu o pai, José de Oliveira, de 87 anos, porque um pouco antes da tragédia acontecer, o forçou a sair de casa. Ele me disse que morreria em casa, que não iria sair de lá mesmo com o risco de desabamento, mas eu arrombei a porta e o tirei vivo de lá ontem à noite, afirmou.

Gilcineia contou que tem familiar em pelo menos nove casas. Minha família ficou toda soterrada em meio a lama.

Resgate

Cerca de 90 homens do Corpo de Bombeiros trabalham no resgate a vítimas no Morro do Bumba. Segundo estimativas da Defesa Civil, 200 pessoas devem estar soterradas no local.

Hélio Motta

Morro do Bumba, onde deslizamento pode ter soterrado cerca de 200 pessoas

O Morro do Bumba foi um dos locais mais difíceis nesses dias de chuva no Estado do Rio, porque ainda temos a incerteza do número de vítimas. Ainda temos muitos desaparecidos e poderão ser vítimas fatais, afirmou o coronel João Paulo, do Corpo de Bombeiros. Até o momento, dez corpos foram resgatados.

Nas proximidades de onde houve o deslizamento o cenário é de completa destruição. As ruas estão tomadas por lama. Há pedaços de brinquedos e eletrodomésticos pelo chão e o cheiro é muito forte.

"Difícil ter sobreviventes"

Na manhã desta quinta-feira, o secretário de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes, disse que considera extremamente pequena a chance de encontrar ainda sobreviventes porque a lama impede a passagem de oxigênio e "cada minuto que passa mais difícil fica".

Côrtes avalia que o desabamento de tantas casas ao mesmo tempo pode ter sido facilitado pelas condições do terreno, pois ali havia anteriormente um aterro sanitário. "Não sou geólogo, mas imagine um aterro sanitário onde a água se infiltra mais rapidamente".


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