CDU de Merkel retrocede na Renânia e perde maioria na Câmara Alta

Berlim, 9 mai (EFE).- O Partido Social-Democrata (SPD) venceu hoje por meio ponto à União Democrata-Cristã (CDU) nas eleições da Renânia do Norte-Vestfália e recuperou assim seu antigo bastião, onde o partido da chanceler, Angela Merkel, perdeu 10 pontos e o controle da Câmara Alta (Bundesrat).

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Berlim, 9 mai (EFE).- O Partido Social-Democrata (SPD) venceu hoje por meio ponto à União Democrata-Cristã (CDU) nas eleições da Renânia do Norte-Vestfália e recuperou assim seu antigo bastião, onde o partido da chanceler, Angela Merkel, perdeu 10 pontos e o controle da Câmara Alta (Bundesrat). De acordo com as projeções de voto da televisão pública "ZDF", uma hora depois do fechamento dos colégios eleitorais, o SPD tinha 34,7% - contra 37,1% de 2005 -, enquanto a CDU de Merkel caiu para 34,3% - contra 44,8% no pleito anterior. Diante de um virtual empate, a CDU não poderá renovar sua aliança no Governo com os liberais, o que levará a perda do controle da câmara de representação territorial em Berlim. O Partido Liberal (FDP), membro de coalizão da CDU tanto nesse "Land" quanto em Berlim, teria ficado com 6,5%, o mesmo percentual de 2005, mas abaixo de sua meta. Os Verdes, potenciais parceiros do SPD, subiram para 12,3% e dobraram os resultados obtidos cinco anos atrás, enquanto a Esquerda teria alcançado 5,7% e obteria assim, pela primeira vez, representação na câmara renana. O pleito deste "Land", o mais povoado do país com 18 milhões de habitantes, foi o primeiro teste diante das urnas para a coalizão de centro-direita que lidera Merkel, desde sua reeleição como chanceler nas gerais de 2009. As pesquisas apontavam há um mês e meio a passagem do bastão da aliança entre a CDU e o FDP que governou esse estado federado desde 2005, arrastado pela má imagem do Governo de Merkel com seus sócios naturais, os liberais. As previsões contra se fortaleceram nas últimas semanas, por causa da gestão da crise grega por parte de Merkel, que da postura de freio aos planos de salvamento de seus sócios da UE passou a aprovar o plano de resgate do que a Alemanha será o maior contribuinte da UE, com 22,4 bilhões de euros em três anos. EFE gc/dm

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