Veja dia a dia como foi o julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Jatobá

Casal foi condenado pela morte de Isabella Nardoni após cinco dias de júri

iG São Paulo |

Após cinco dias de júri, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados pela morte de Isabella Nardoni. À 0h27 deste sábado, o juiz Mauricio Fossen sentenciou 31 anos, 1 mês e 10 dias de prisão para Alexandre Nardoni e 26 anos e 8 meses, para Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina.

Eles foram condenados por homicídio triplamente qualificado, por terem cometido o crime de forma cruel, com recurso que impediu a defesa da vítima e contra menor de 14 anos. Os dois ainda foram condenados a 8 meses de detenção em regime semiaberto por fraude processual.

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Alexandre Nardoni chega ao Fórum de Santana para início do julgamento

Veja como foi o julgamento dos Nardoni dia a dia:

22 de março - 1º dia de julgamento

Quase dois anos depois da morte de Isabella Nardoni, jogada do 6º andar do Edifício London em 29 de março de 2008, Alexandre Nardoni, Anna Carolina Jatobá e Ana Carolina de Oliveira - pai, madrasta e mãe da menina - voltaram a ficar frente a frente. O primeiro dia de julgamento é marcado pelo depoimento da mãe de Isabella. Ana Carolina de Oliveira chora por quatro vezes ao ser interrogada e emociona o jurado. "Ela [Anna Carolina Jatobá] me disse que aquilo estava acontecendo por causa da minha filha", afirmou. Após prestar depoimento, Roberto Podval, advogado de defesa dos Nardoni, pede para que a mãe de Isabella fique incomunicável, à disposição da Justiça.

23 de março -2º dia de julgamento

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Populares pedem justiça em frente ao Fórum de Santana

Duas testemunhas arroladas tanto pela defesa como pela acusação e uma testemunha-surpresa prestaram depoimento. A defesa do casal Nardoni tentou desqualificar as provas técnicas, mas as testemunhas relataram detalhes da investigação. A promotoria fez uso de uma maquete para mostrar o cenário do crime. Na plateia do juri, a avó de Isabella Nardoni, revoltada pela filha estar impedida de assistir ao julgamento.

24 de março - 3º dia de julgamento

O iG traz com exclusividade a situação em que se encontra Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, que já estava há mais de 24 horas incomunicável, à disposição da Justiça. O advogado dos Nardoni é vaiado e agredido. Perita afirma ao júri que o sangue encontrado no apartamento dos Nardoni era de Isabella. Duas testemunhas de defesa são ouvidas e oito dispensadas.

25 de março - 4º dia de julgamento

O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá deu a versão deles para a morte de Isabella Nardoni. Os dois choraram, negaram as acusações contra eles, criticaram o trabalho e comportamento da equipe policial que investigou o caso e chegaram a sensibilizar alguns jurados. "Somos inocentes e vamos brigar por isso até o resto de nossas vidas", diz Alexandre. Todos os dias me pergunto o que aconteceu naquele apartamento. É um mistério para o mundo inteiro e para mim também, afirma Anna Carolina Jatobá. A mãe de Isabella Nardoni é liberada do confinamento. Não foi feita a acareação.

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Homem dorme em frente ao Fórum de Santana para ver o júri

26 de março - 5º dia de julgamento

Após um dia tenso de debate entre a promotoria e a defesa, os jurados se reúnem na sala secreta e decidem: Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são culpados pela morte de Isabella Nardoni. Durante sua argumentação, o promotor Francisco Cembranelli usou a linha do tempo para convencer o jurado de que Alexandre e Anna Carolina eram "os únicos no apartamento". Foi irônico ao falar sobre a possibilidade de uma terceira pessoa e criticou a defesa. Já o advogado Roberto Podval reafirmou que não havia provas contra o casal e pede a absolvição dos dois. No começo da argumentação chorou e afirmou também que a experiência de Cembranelli o intimidava.

Morte de Isabella

Isabella Nardoni foi assassinada em 29 de março de 2008. Segundo a Justiça, ela foi jogada da janela do 6º do Edifício London por Alexandre Nardoni. Antes, sofreu esganadura por Anna Carolina Jatobá. A menina tinha, na época dos fatos, 5 anos.

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