Nesta segunda-feira, 22, o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá será levado a julgamento sob a acusação de ter matado Isabella Nardoni, filha de Alexandre, em 29 de março de 2008. A menina, com 5 anos à época, foi jogada do 6º andar do edifício London, na zona norte de São Paulo, onde morava o casal.

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    Reprodução
    Roberto Podval - Com 12 anos de carreira, Podval já participou de 15 júris e perdeu dois. Um dos mais emblemáticos, ocorrido no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, foi o do cirurgião Farah Jorge Farah. Ele conseguiu a pena mínima a seu cliente, que segue em liberdade, mesmo tendo sido condenado por ter esquartejado a ex-amante em 2003.

    Podval, 44 anos, está recluso há quase um mês para preparar a defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Durante o julgamento, o advogado deverá ressaltar dois pontos: falta de segurança no prédio London, onde a menina morreu em 29 de março de 2008, e na ausência de provas.

    Podval não contestará fatos como as manchas de sangue no apartamento e a falta de sinais de arrombamento. Ela se concentrará nas interpretações desenvolvidas pelos peritos da Polícia Civil. "Talvez não possa demonstrar a inocência deles, embora acredite nela, mas não se pode, da mesma maneira, ter certeza da culpa do casal", afirmou o criminalista.

    AE
    Francisco Cembranelli - Com 22 anos de carreira, o promotor Cembranelli já atuou em 1075 julgamentos e ganhou mais de mil. Neles, diz que é praxe os acusados negarem a culpa ou, nos raros casos em que assumem, alegar que agiram em legítima defesa. Ninguém diz: o promotor tem razão e preciso pagar pelo crime que cometi, ironiza.

    Cembranelli, 48 anos, levará uma maquete do edifício London ao julgamento. Ele afirma que é muito difícil, para qualquer júri, "entender olhando apenas uma fotografia". Para o promotor, não há dúvidas da culpa do casal. Ele destaca, entre os pontos importantes para incriminar Alexandre e Anna Carolina Jatobá, o sangue de Isabella encontrado no carro, a marca da tela de proteção na camiseta de Alexandre, a pegada dele no lençol no quarto de onde Isabella foi jogada e o tempo em que o crime ocorreu.

    Em entrevista ao iG, Cembranelli afirmou ainda que vai explorar o "histórico de vida" dos Nardoni  durante o julgamento.

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