Sob protestos, advogado dos Nardoni diz que contradições são insignificantes

Sob fortes protestos de manifestantes que acompanham do lado de fora o julgamento, o advogado Roberto Podval, que defende o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, criticou nesta quinta-feira a tentativa da acusação de utilizar contradições no depoimento do casal para provar a culpa pelo assassinato de Isabella Nardoni.

Matheus Pichonelli e Ricardo Galhardo,iG São Paulo |


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Podval ressaltou que os detalhes das contradições durante os depoimentos eram insignificantes diante da acusação assassinato. Apesar de voltar a dizer que ainda não foram apresentadas as provas contra o casal, o advogado afirmou que é realista. Não tenho falsas expectativas. Para o advogado, o importante é terminar os trabalhos com dignidade. O júri representa essa sociedade que agora está gritando por Justiça, afirmou.

Podval lamentou, mais uma vez, que o julgamento não tenha sido televisionado, pedido feito pela defesa que pretendia que, assim, a opinião pública pudesse ser revertida.

Ainda sobre as contradições, o advogado afirmou que não tinha conhecimento de detalhes dos depoimentos à polícia, já que ele assumiu o caso posteriormente. Segundo Podval, a única orientação que ele tinha dado aos clientes era que dissessem a verdade. Por isso ele justificava a acareação com a mãe de Isabella: muito do que falaram não é tudo verdade. A acareação não aconteceu porque um psquiatra divulgou um laudo em que contraindicava o procedimento .

A entrevista de Podval foi interrompida por várias vezes pelos populares que o chamavam de "mercenário", "vagabundo", "pilantra", "cachorro" e "assassino". Sobre a manifestação, Podval lamentou. Eu tenho pena dessas pessoas que gritam hoje por Justiça. Porque amanhã estarão batendo na porta de um advogado para salvá-las da fúria do Estado.

Enquanto Podval deixou o fórum sob vaias e com cordão de isolamento feito pela polícia, o promotor Francisco Cembranelli foi ovacionado com gritos de Cembranelli, Cembranelli, Cembranelli". O mesmo aconteceu quando a novelista Gloria Perez deixou o local.

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