Sete testemunhas são dispensadas do julgamento do caso Isabella Nardoni

Ao todo, sete testemunhas foram dispensadas, nesta segunda-feira, de prestar depoimento no julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da Isabella Nardoni, que foi jogada do 6º andar do prédio em que os dois moravam. O casal é acusado de ter matado a menina.

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |


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Pela acusação, foi dispensada Rosa Cunha de Oliveira, avó materna de Isabella. Já a defesa liberou Geralda Afonso Fernandes, vizinha de frente do casal Nardoni que teria ouvido uma criança dizer "para, pai"; o escrivão Paulo Vassan Geu; o investigador Luis Alberto Spinola de Castro, o agente de polícia Cláudio Columino Mercado; a escrivã Adriana Mendes da Costa Poruselli e o investigador Walmir Teodoro Mendes.

Segundo informações do Tribunal de Justiça, este é um "processo normal". Agora, 17 testemunhas serão ouvidas durante o julgamento.

Saiba quem serão as testemunhas ouvidas durante o julgamento: 

          Defesa *
Jair Stirbulov investigador do 9º DP
Theoklis Caldo Katifedenios investigador do 9º DP
Márcia Iracema Boschi Casagrande perita
Mônica Miranda Catarino perita
Sérgio Vieira Ferreira perito
Carlos Penteado Cuoco médico do IML
Laércio de Oliveira Cesar médico do IML
Paulo Sérgio Tieppo Alves médico do IML
Calixto Calil Filho delegado do 9º DP
Gabriel dos Santos Neto pedreiro
Rogério Pagnan jornalista
Rogério Neres de Souza ex-advogado do casal

                              Acusação e Defesa
Paulo Sérgio Tieppo Alves medico IML
Rosângela Monteiro perita
Renata Helena da Silva Pontes delegada do 9º DP

Acusação
Ana Carolina Cunha de Oliveira mãe da Isabella

Pedido de adiamento

No começo do julgamento, o advogado de defesa Roberto Podval pediu que o julgamento fosse adiado, mas teve o pedido negado pelo juiz Maurício Fossen. Podval alegou que o júri deveria ser adiado, entre outros motivos, para que ele pudesse ser televisionado e para que os jurados fossem ao apartamento no edifício London, onde a menina Isabella Nardoni foi jogada do 6º andar em 29 de março de 2008.

Agora, Fossen lê um resumo do processo para que o jurado tome conhecimento do caso. Depois, serão ouvidas as testemunhas. Primeiro as de acusação e depois as da defesa. A maioria das testemunhas é formada por policiais, peritos e médicos-legislas que aturam no caso. Por fim, os réus serão interrogados. A expectativa é que a mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, seja a primeira a ser ouvida.

Concluída a fase dos depoimentos, será a vez dos debates entre a acusação e a defesa. Cada um terá o direito de falar por duas horas e meia. Se a promotoria quiser, poderá usar mais duas horas para réplica, o que automaticamente dará direito à defesa de usar o mesmo tempo para tréplica.

Terminado o debate, os jurados serão questionados pelo juiz se têm condição de julgar o caso e se querem alguma explicação. Se o júri responder que sim, todos passarão à sala secreta e decidirão o destino do casal. A expectativa é que o julgamento dure cinco dias.

O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá é acusado de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

Casal Nardoni

Segundo informações apuradas pela reportagem do iG , o casal chegou ao fórum, por volta das 8h20, vestindo os uniformes da penitenciária de Tremembé, onde estão detidos, no interior de São Paulo. Assim que chegaram, eles foram algemados e colocados em salas separadas. Os dois trocaram de roupa no fórum. Anna Carolina está, agora, de calça jeans, sapatilha e uma blusa salmão. Alexandre veste calça jeans, tênis preto e uma camiseta branca com um faixa azul.

Ainda de acordo com apuração do iG , Anna Carolina Jatobá chorou muito desde que chegou ao fórum. Alexandre se mostrava tranquilo.

Pedreiro presente

AE
Mãe de Isabella ao chegar ao fórum

Mãe de Isabella chega ao fórum

Até agora pela manhã, a presença do pedreiro Gabriel dos Santos Neto , uma das testemunhas arroladas pela defesa do casal, que não havia sido localizado para receber a intimação, era dúvida. Mas ele foi a primeira testemunha a chegar ao fórum. Existia a possibilidade de o julgamento ser adiado sem a presença do pedreiro, que foi intimado por ter dado uma entrevista em que afirmava que a obra nos fundos do edifício London havia sido arrombada. Depois, em depoimento à polícia, o pedreiro negou a informação.

A movimentação em frente ao Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, é grande desde o começo da manhã. Lá está sendo realizado o julgamento que tem previsão para durar até cinco dias. 

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