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Alexandre defenestrou Isabella , afirma perita durante depoimento

Em longo depoimento, que durou das 10h30 às 17h, com intervalo de uma hora para almoço, a perita Rosângela Monteiro, do Instituto de Criminalistica, afirmou que Alexandre defenestrou Isabella e que o sangue encontrado no apartamento em que ele morava, e de onde a menina foi jogada pela janela, era da criança. O julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados da morte de Isabella, acontece desde segunda-feira no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo.

Lecticia Maggi e Matheus Pichonelli, iG São Paulo |


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Ao ser questionada pela advogada assistente da defesa do casal, Roselli Sóglio, se ela incriminava o casal apenas por exclusão, Rosângela foi categórica: "com base em todas as provas e na marca encontrada na camiseta do Alexandre entregue pelos advogados dele foi o Alexandre que defenestrou a Isabella". Defenestrou é o termo técnico usado para definir atirar janela afora violentamente.

Segundo Rosângela, responsável pelo trabalho de perícia do caso, outras hipóteses foram investigadas, mas não foi encontrado vestígio de mais ninguém no apartamento. A defesa insistiu no uso que foi feito do reagente Bluestar para detectar marcas de sangue no apartamento, inclusive questionando se ele foi usado porque a perita não confiava na própria equipe. "Confio, mas com ele vejo coisas que nem eu e nem a equipe veríamos a olho nu", respondeu.

A perita ainda afirmou que "não pode garantir com certeza, mas tudo leva a crer que as marcas de sangue foram apagadas após a menina ser jogada". "Primeiro jogou e depois a ré pode ter limpado", afirmou e disse ainda que "mulher consegue fazer duas coisas ao mesmo, como falar ao telefone e limpar as manchas".

A defesa questionou novamente sobre a fralda recolhida do apartamento do casal e quis saber porque o conteúdo do balde onde ela estava não foi analisado. "O perito recolheu o que achava necessário. Pelo cheiro, parecia amaciante, mas podia ser outra coisa, inclusive sangue", rebateu a perita.

Ao afirmar que a ciência era imperfeita e que nem todos os detalhes do crime poderiam ser apreendidos durante a reconstituição, a perita levou a equipe da defesa a trocar olhares de aparente satisfação durante o julgamento. "Não tenho material suficiente para explicar exatamente tudo. A ciência é limitada", disse ela.

A equipe de Podval questionou o procedimento da simulação da queda de Isabella e buscou diferenças entre os laudos policiais e pontos reproduzidos na maquete apresentados durante o julgamento. Ao defender o trabalho, a perita disse que até mesmo o modelo utilizado na reprodução do crime era parecido com Alexandre Nardoni ¿ o que levou o réu a arregalar os olhos.

A expectativa é de que o julgamento do casal Nardoni termine na sexta-feira.

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