Não há provas que vinculem o casal ao crime, diz advogado de defesa

O advogado criminalista Ricardo Martins afirmou, nesta segunda-feira, que se o jurado tiver a cabeça aberta, o casal [Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni] será absolvido. Não há provas que vinculem o casal ao crime, afirmou Martins.

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |


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O advogado, que atuou na defesa do casal no começo do caso, foi reintegrado à equipe de defesa pelo advogado Roberto Podval. Martins afirmou que há "inúmeras falhas" na tese da acusação, mas não quis enumerá-las.

Para o criminalista Luiz Flávio Gomes, que já atuou como presidente do júri, vão ter dois momentos de emoção durante o julgamento do casal, previsto para começar às 13h: o depoimento da mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, e o interrogatório dos acusados. Os três já estão no Fórum de Santana .

Isabella morreu no dia 29 de março de 2008, após ser jogada, segundo o Ministério Público, do 6º andar do prédio em que moravam Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni. Os dois são acusados da morte.

Flávio Gomes atuou cinco anos como presidente do júri e já viu mais de 300 julgamentos. Ele disse que "certamente o jurado já chega com um conceito formado, mas isso no tribunal não vale. O que vale são as provas apresentadas. Em um júri pode acontecer de tudo. Para eles serem condenados, o promotor terá de passar muita tranquilidade ao jurado. Em caso de dúvida, o júri sempre absolve", afirmou.

Julgamento

O julgamento deve durar de quatro a cinco dias. Em caso de condenação, dificilmente os réus terão o direito de recorrer em liberdade. Se forem absolvidos, o juiz Maurício Fossen terá de emitir um alvará de soltura ao término da sessão.

O julgamento começará com o sorteio dos jurados. Sete pessoas serão escolhidas entre um grupo de 40 indivíduos pré-selecionados pela Justiça. Defesa e acusação podem recusar, cada uma, até três pessoas sorteadas. Depois deste processo, serão ouvidas as testemunhas.

Primeiro as de acusação (seis) e depois as da defesa (20) - três deles coincidem com as de acusação, daí o total de 23. A maioria é formada por policiais, peritos e médicos-legislas que aturam no caso. Por fim, os réus serão interrogados.

Concluída a fase dos depoimentos, será a vez dos debates entre a acusação e a defesa. Cada um terá o direito de falar por duas horas e meia. Se a promotoria quiser, poderá usar mais duas horas para réplica, o que automaticamente dará direito à defesa de usar o mesmo tempo para tréplica.

Terminado o debate, os jurados serão questionados pelo juiz se têm condição de julgar o caso e se querem alguma explicação. Se o júri responder que sim, todos passarão à sala secreta e decidirão o destino do casal.

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