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Mãe de Isabella diz que conhece bem os Nardoni e pode esclarecer dúvidas no julgamento

Escolhida como a principal testemunha de acusação contra Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, a mãe de Isabella, a bancária Ana Carolina de Oliveira, de 26 anos, diz que só espera uma coisa do julgamento do casal, marcado para a próxima segunda-feira, dia 22: ¿justiça¿. ¿Minha filha nunca mais vai voltar, mas eles têm que pagar pelo que fizeram¿, afirmou em entrevista ao iG. Ela acredita na culpa do ex-namorado e da atual mulher dele.

Lecticia Maggi, iG São Paulo |

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  • Ana Carolina afirmou que foi convidada pelo promotor Francisco Cembranelli para depor e aceitou na hora. Acho que posso esclarecer alguma dúvida que os jurados e o juiz tenham porque ninguém conhece melhor a minha filha do que eu. Também convivi bastante com o Alexandre e a família dele, explica.

    Arquivo pessoal
    Ana Carolina diz que os dois anos sem filha foram de "saudade e dor"

    Sobre o que teria motivado um crime tão brutal contra uma criança de 5 anos, Ana Carolina não gosta de entrar em detalhes, mas é enfática: foi o ciúmes da Anna Carolina Jatobá. Para ela, as provas do processo são claras e provam a culpa do casal. Ela não respondeu quando questionada se um dia os perdoaria.

    É na família que Ana Carolina diz buscar apoio para enfrentar o julgamento e ficar cara a cara com quem acredita ter assassinado sua filha. Já estive frente a frente com eles quando fui prestar depoimento no Fórum e hoje estou me preparando para isso novamente. Intensifiquei também a terapia, que é lá que consigo me liberar e analisar tudo que penso, diz.

    Falta de Isabella

    Mesmo dois anos após a morte da filha, Ana Carolina conta que ainda é reconhecida nas ruas e continua recebendo cartas, livros e lembranças, além de solidariedade. Estes últimos dois anos, ela classifica como de saudade e muita dor. Minha vida mudou completamente, não tenho mais minha vida. Tudo mexe muito com o psicológico e, por isso, fui procurar ajuda para não me afundar no luto, desabafa.

    Ela ainda busca formas de manter viva a memória da filha. Mantém fotos da menina pela casa inteira, guarda brincos e roupas de Isabella com objetos pessoais. Procura também, vez ou outra, passear com os sobrinhos - o que a faz "reviver", segundo conta, algo semelhante ao que sentia nos momentos com a filha.

    Ana Carolina diz que doou parte das roupas de Isabella para crianças carentes e, o restante, entregou para as sobrinhas mais novas. Ela sempre queria dar para quem precisava o que não servia a ela, então, fiz isso para que outras crianças pudessem usar o que ela nunca mais poderia, diz.

    Ao ser questionada se acredita que vai ter paz após o julgamento, Ana Carolina diz não saber. A única certeza que tenho é de que a minha filha não vai mais voltar. Ana Carolina afirmou que ainda sofre bastante com a ausência da filha. "Acredito que vá sofrer pelo resto da vida", disse. "Não seguro quando sinto vontade louca de chorar, faço o que meu coração manda."


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