Acusados de matar Isabella Nardoni tentavam anular júri que os condenou em março de 2010

Desembargador Luis Soares de Mello Neto durante audiência do Tribunal de Justiça de São Paulo, que negou recurso dos advogados de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá
AE
Desembargador Luis Soares de Mello Neto durante audiência do Tribunal de Justiça de São Paulo, que negou recurso dos advogados de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá
A Justiça de São Paulo negou nesta terça-feira, por votação unânime, o recurso dos advogados de Alexandre Alves Nardoni e Anna Carolina Jatobá, que tentavam anular o júri que os condenou em março do ano passado, pela morte de Isabella Alves Nardoni . O primeiro pedido de anulação feito pelo advogado de defesa Roberto Podval foi negado pela Justiça .

Menina tinha 5 anos quando foi encontrada morta no terraço do Edifício London, em SP
Reprodução
Menina tinha 5 anos quando foi encontrada morta no terraço do Edifício London, em SP
No julgamento desta terça-feira, a 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de Alexandre e de Anna Carolina em regime fechado. Os desembargadores rejeitaram as preliminares e deram parcial provimento à redução de pena de Alexandre Nardoni, em onze meses, diminuída para 30 anos, dois meses e 20 dias. A condenação de Jatobá foi mantida em 26 anos e oito meses.

Segundo o relator, desembargador Luis Soares de Mello Neto, "não se está dando benefício ao réu, mas correção em ligeiro equívoco de cálculo da pena inicial". Da sessão de julgamento participaram também os desembargadores Euvaldo Chaib Filho (revisor) e Eduardo Braga.

O julgamento de hoje foi o último recurso em andamento sobre o caso na Justiça Estadual.

Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada morta no terraço do Edifício London. Ela foi jogada da janela do sexto andar do prédio. O casal está na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Alexandre e Anna negam o crime.

Confirma o especial do iG sobre o caso.

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