Espero justiça, diz mãe de Isabella à advogada. Ana Carolina não assistirá ao júri

Espero que a justiça seja feita. A afirmação é de Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabella Nardoni. Ela não irá ao Fórum de Santana, em São Paulo, para acompanhar o dia decisivo do julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados da morte de Isabella.

iG São Paulo |


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Segundo Cristina Christo Leite, advogada de defesa de Ana Carolina e assistente de acusação da promotoria, a mãe de Isabella está muito "debilitada".

Ana Carolina ficou isolada durante os quatro dias de julgamento - de segunda-feira a quinta-feira - por pedido de Roberto Podval, advogado de defesa dos Nardoni, que não descartava a possibilidade de fazer uma acareação entre ela e os Nardoni.

Na quinta-feira, pela manhã, ela foi liberada pela Justiça após passar mal. Um psiquiatra fez uma avaliação e o juiz Mauricio Fossen determinou que ela fosse liberada. O iG divulgou com exclusividade, na quarta-feira, que a mãe de Isabella está à beira de uma crise de depressão por causa do confinamento .

Reta final

A sentença do júri deverá ser anunciada na noite desta sexta-feira. O julgamento, que estava previsto para começar às 9h, terá início com o debate entre Roberto Podval, advogado de defesa dos Nardoni, e o promotor Francisco Cembranelli. O primeiro a falar será a acusação. Cada um terá o direito de duas horas e meia para falar. Se a promotoria quiser, poderá usar mais duas horas para réplica, o que automaticamente dará direito à defesa de usar o mesmo tempo para tréplica.

A expectativa é de que seja um debate acirrado. O clima entre defesa e promotoria têm ficado cada vez mais tenso nesses quatro dias de julgamento. Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabella Oliveira, não assistirá ao júri, segundo sua advogada, por esta muito "debilitada". Ela disse, por meio da advogada, que "apesar de não ter tido a oportunidade de acompanhar o júri, espera que a Justiça seja feita"

Jurado

Terminado o debate, os jurados serão questionados pelo juiz se têm condição de julgar o caso ou se querem alguma explicação. Se o júri responder que há condição de julgar o caso, todos passarão à sala secreta e decidirão o destino do casal.

Na sala secreta, eles respoderão "sim" ou "não" para uma série de perguntas do juiz Mauricio Fossen. A resposta é secreta. Responderão primeiro se o crime efetivamente existiu. Depois uma sequência de perguntas, entre elas, se os réus foram os autores daquele crime e se devem ser absolvidos ou não.

O jurado é formado por sete pessoas, sendo que cinco delas nunca tinham participado de um júri. São quatro mulheres e três homens que decidirão na noite desta sexta-feira o destino do casal Nardoni.

(*com reportagem de Lecticia Maggi, iG São Paulo)

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