Defesa dos Nardoni volta a criticar perícia e estuda reduzir número de testemunhas

Roberto Podval, advogado de defesa e Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados da morte de Isabella Nardoni, voltou a criticar o trabalho da perícia, nesta quarta-feira, e disse que, se tivesse sido feito exame na unha do casal, isso poderia tirá-los da cena do crime.

Lecticia Maggi, iG São Paulo |


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"A menina foi agredida e tinha marca de unha no pescoço. Os réus foram para o IML no mesmo dia [do crime], mas este exame não foi feito", afirmou. "A perícia é firme no que fez de bom. Aquilo que deixou faltar ninguém sabe dizer porque não foi feito", completou.

O advogado explicou ainda que optou por manter a delegada Renata Pontes, que presidiu o inquérito do caso e prestou depoimento na terça-feira por quatro horas, até o término dos interrogatórios porque, muito dos itens que ela citou no relatório, disse que havia copiado da perícia. "Vamos ver agora o que os outros peritos falam", afirmou.

Testemunhas

Nesta quarta-feira, serão ouvidas mais testemunhas. O júri, que estava previsto para ter início às 9h, começará com o depoimento de Rosângela Monteiro, perita do Instituto de Criminalística. A expectativa é que seja um interrogatório longo, porque Rosângela foi responsável por toda a perícia feita na época do crime e poderá dar detalhes do trabalho realizado.

Podval deve tentar, assim como fez ontem, explorar falhas no trabalho da perícia . O objetivo do advogado é desqualificar para o jurado as provas técnicas do caso.

Após o depoimento de Rosângela, será o momento das testemunhas de defesa serem ouvidas. A previsão é de que a defesa interrogue mais 8 testemunhas. Porém, Podval não descarta a possibilidade de dispensar quatro testemunhas.

"Quero reduzir este andamento. Hoje são oito testemunhas. Eu quero diminuir isso pela metade", disse ele, ao chegar ao Fórum de Santana, na zona norte da capital paulista, para o terceiro dia do julgamento. Segundo informações do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), faltam ser ouvidas 11 testemunhas.

Questionado sobre quem dispensaria de falar ao júri, Podval respondeu: "Não tenho a testemunha imprescindível. Preciso ver o andamento do júri para saber o que preciso provar."

Podval disse ainda que não deve liberar Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabella que está à disposição da Justiça e, portanto, incomunicável, antes que os réus sejam interrogados. O advogado foi vaiado pela população que está em frente ao fórum.

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