Com atraso de uma hora, começa segundo dia de julgamento do casal Nardoni

Começou às 10h05 desta terça-feira, no Fórum de Santanta, zona norte de São Paulo, o segundo dia de julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados da morte de Isabella Nardoni. A menina morreu após ser jogada do 6º andar do prédio em que o casal morava.

Lecticia Maggi e Ricardo Galhardo, iG São Paulo |


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A montagem da maquete, que reproduz o Edifício London, onde ocorreu o crime, provocou o atraso do começo do julgamento neste segundo dia. O júri estava marcado para ter início às 9h. A maquete será usada pelo promotor Francisco Cembranelli. Ele afirma que é muito difícil, para qualquer júri, "entender olhando apenas uma fotografia". Para o promotor, não há dúvidas da culpa do casal.

Depoimento das testemunhas

Hoje, serão ouvidas as testemunhas de acusação. São elas: o médico do Instituto Médido Legal (IML) Paulo Sérgio Tieppo Alves, a perita Rosângela Monteiro, Luiz de Carvalho e a delegada Renata Helena da Silva Pontes. Na segunda-feira, a mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina de Oliveira, foi ouvida por 2h30 .

Neste momento, é interrogada a delegada Renata Pontes. A previsão, segundo informações do Tribunal de Justiça, é que este grupo seja ouvido até as 17h. Depois, será a vez das testemunhas de defesa.

Chegada do casal

AE
Alexandre chega do fórum em SP

Alexandre chega ao fórum em SP

As escoltas trazendo Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá chegaram por volta das 8h30 desta terça-feira ao fórum. Assim como ontem, os veículos entraram pela parte lateral do prédio .

Alexandre saiu do Centro de Detenção Provisória de Pinheiros e Anna Carolina, da Penitenciária Feminina do Carandiru, onde passaram a noite.

Defesa e acusação calculam que o julgamento deve durar de quatro a cinco dias. Os dois são acusados de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Eles alegam inocência.

Este é um dos maiores julgamentos já realizados no País . A morte de Isabella comoveu o País ao colocar como os acusados de um crime bárbaro o pai e a madrasta da menina.

Sem réu confesso do crime, acusação e defesa se debruçaram nos últimos meses para preparar os argumentos que irão levar os sete jurados a inocentar ou culpar o casal.

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