Caso Isabella: populares organizam senha informal

Cerca de 50 populares aguardavam às 8h30 em fila, em frente ao Fórum de Santana, na capital paulista, uma chance de assistir ao terceiro dia de julgamento do caso Isabella. Houve quem chegasse às 3h30 para garantir um dos assentos reservados ao público.

Agência Estado |

Para evitar os fura-filas, que deram trabalho nos dois primeiros dias de júri, eles decidiram distribuir uma senha extraoficial de acesso ao tribunal.

A ideia partiu da universitária Nina Paula Dias Leopoldo, de 32 anos, que chegou hoje ao fórum às 5h20. "Ontem cheguei cedo e não consegui entrar, enquanto gente que nem estava na fila entrou", disse a estudante de pedagogia, moradora da zona norte da cidade. Foram distribuídas a quem chegava 46 senhas escritas a caneta em pedaços de papel.

Nina Paula está com a senha de número 12 e esperançosa em conseguir acompanhar o julgamento do casal Nardoni, acusado de matar a menina no dia 29 de março de 2008, no Edifício London, onde morava. "Pretendo me especializar em direito da infância e, além disso, sou mãe de dois filhos pequenos. Quero olhar nos olhos de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá para ver se há culpa."

A retomada do julgamento está prevista para às 9 horas, com o depoimento da perita do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo, Rosângela Monteiro. Desde segunda-feira, quando começou o júri, foram ouvidas quatro testemunhas: a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, a delegada Renata Pontes, o médico-legista Paulo Sérgio Tieppo e o perito criminal Luiz Eduardo Dória.

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