Acusada da morte de Isabella, madrasta da menina se emociona ao ver o pai na plateia

A madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá, de 26 anos, terminou o segundo dia de julgamento aos prantos. Encerrada a sessão, por volta das 19h30, ela se levantou e caminhava para a saída da sala quando Alexandre Nardoni a avisou que o pai dela, Alexandre José Peixoto Jatobá, estava na plateia.

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A madrasta, que até ali permanecera séria, sem esboçar reação, voltou-se, acenou com a mão direita para ele e, a partir daí, passou a chorar. Imediatamente, ela encostou na parede e colocou as duas mãos no rosto. O pai, por sua vez, batia com a mão direita no peito, dizendo à filha que a amava. Em seguida, com os olhos marejados, ergueu com as duas mãos um terço na direção da filha.

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Anna Carolina, quando foi presa (2008)

Anna Carolina, quando foi presa (2008)

Pouco depois, com o mesmo terço na mão esquerda, Alexandre Jatobá disse estar confiante na absolvição da filha e do genro. "Nenhuma mentira dura para sempre. E as mentiras desse processo começaram a ser desfeitas." Ele tem ido diariamente ao Fórum Regional de Santana, na zona norte, acompanhar o julgamento do casal.

"É difícil porque estamos lutando contra o Estado. Mas o homem lá em cima está olhando tudo e temos certeza de que tudo vai dar certo." Questionado sobre os dois netos, Pietro e Cauã, ele afirmou: "Estão bem. É isso que importa." Os dois passaram a viver com os avós maternos após a prisão do casal, em 2008.

3º dia de julgamento

Após um dia em que foram ouvidos apenas três testemunhas de acusação, o terceiro dia do julgamento do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, acusados de matar a menina Isabela em março de 2008, começa por volta das 9h desta quarta-feira com o último depoimento de uma testemunha pedida pela promotoria.

A testemunha da acusação que falta ser ouvida é a perita Rosângela Monteiro. Após as testemunhas de acusação, será o momento das testemunhas de defesa serem ouvidas. Depois de dispensar 6 pessoas na segunda-feira, a previsão é de que a defesa interrogue mais 12 testemunhas.

Concluída a fase dos depoimentos, será a vez dos debates entre a acusação e a defesa. Cada um terá o direito de falar por duas horas e meia. Se a promotoria quiser, poderá usar mais duas horas para réplica, o que automaticamente dará direito à defesa de usar o mesmo tempo para tréplica.

Terminado o debate, os jurados serão questionados pelo juiz se têm condição de julgar o caso ou se querem alguma explicação. Se o júri responder que há condição de julgar o caso, todos passarão à sala secreta e decidirão o destino do casal. A expectativa é que o julgamento dure cinco dias.

O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá é acusado de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

Este é um dos maiores julgamentos já realizados no País . A morte de Isabella comoveu o País ao colocar como os acusados de um crime bárbaro o pai e a madrasta da menina.

Sem réu confesso do crime, acusação e defesa se debruçaram nos últimos meses para preparar os argumentos que irão levar os sete jurados a inocentar ou culpar o casal.

(*com informações da Agência Estado)

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