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Mizael Bispo pega 20 anos pela morte de Mércia

Ao Vivo: Caso Mércia Nakashima
Após a leitura da pena, a irmã de Mércia Nakashima, Cláudia Nakashima, gritou em plenário: "Assassino maldito". A sessão foi encerrada 17h44 Defesa apela da decisão em plenário. No entanto, o juiz não permitiu que o réu apele da sentença em liberdade 17h41 Juiz Leandro Cano determina pena-base de 19 anos de reclusão, com os agravantes chegando a 20 anos em regime inicialmente fechado 17h38 Mizael Bispo acompanha a leitura de sua sentença com os olhos fechados 17h36 Réu é condenado e juiz cita qualificadoras durante a dosagem da pena. Sobre motivo torpe (fútil), o magistrado citou o “instinto de propriedade, que é contrário ao amor, esse é o que faz sofrer. Os gestos de amor são humildes” 17h34 Família de Mércia Nkashima acompanha a leitura de mãos dadas. Janete Nakashima, mãe da vítima, chora muito. Pai do réu também acompanha leitura emocionado 17h32 Magistrado ainda faz leitura da sentença e passa a dosar a pena 17h28 Mizael é condenado. "A culpabilidade foi comprovada e é gravíssima", começa o juiz Leandro Cano. “Uma coisa é permanecer em silêncio, outra coisa é mentir. Não se pode tolerar o perjúrio como caráter constitucional”. 17h25 Juiz retoma a sessão e inicia a leitura da sentença do réu Mizael Bispo de Santos. Ele foi indiciado por homicídio triplamente qualificado 17h23 Imprensa e populares voltam a ocupar os assentos do plenário. Sentença deve ser lida em instantes 17h20 6) O crime foi cometido mediante a utilização de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, consistente na dissimulação? 16h40 5) O crime foi cometido com emprego de meio cruel, decorrendo dos disparos efetuados em regiões não vitais do corpo humano, mormente com a nítida intenção de provocar na vítima sofrimento intenso e desnecessário? 16h40 4) O crime foi cometido por motivo torpe, em razão da insatisfação com o rompimento do relacionamento amoroso? 16h40 3) O jurado absolve o acusado? 16h40 2) O réu MIZAEL BISPO DE SOUZA concorreu para o crime acima descrito, na medida em que praticou todos os atos executórios descritos na denúncia? 16h40 As perguntas que os jurados deverão responder são:

1) No dia 23 de maio de 2010, em horário precisamente ignorado, mas entre as 19h e 21h, no interior das águas do reservatório denominado por “Represa Atibainha”, próxima da Rodovia Juvenal Ponciano de Camargo, antigamente conhecida como Estrada Velha Guarulhos-Nazaré, altura do km 51, bairro Cuiabá, em Nazaré Paulista/SP, a vítima Mércia Mikie Nakashima veio a falecer por afogamento, conforme laudo de exame de corpo de delito (nº 1.854/2010 - exame necroscópico fls. 893/903)? 16h40 No salão vazio, o júri responde os quesitos formulados pelo juiz com "sim" e "não". Cinco mulheres e dois homens irão permanecer na sala secreta o tempo que acharem necessário 16h36 Todos voltaram para os seus lugares. O juiz deve retomar os trabalhos em instantes. Ele deve orientar o júri antes do início das votações 16h23 Enquanto o julgamento não recomeça, alguns jurados leem a cópia de um dos e-mais trocados por Mércia e Mizael. O texto foi entregue pelos advogados de defesa 16h20 Fiscais do Tribunal de Justiça de de São Paulo expulsam repórteres que aproveitaram o intervalo para fotografar o plenário 16h11 Sempre sozinho e quieto, o pai de Mércia Nakashima, Mário Makoto, conversa agora com uma amiga na penúltima fileira da plateia. Divorciado da mãe da vítima, Janete Nakashima, eles não trocaram palavra nos quatro dias de júri 16h08 Durante o intervalo, os jurados conversam entre si enquanto folheiam os volumes do processo. No outro canto do plenário, advogados de defesa e acusação interagem como se não tivessem trocado alfinetadas durante os trabalhos. “Deixa eu ligar para o meu pai”, disse o defensor Samir Haddad Jr. “Se eu chorei, imagina ele” 16h57 Após o Ministério Público rejeitar a réplica, o juiz determina um intervalo de 10 minutos. Na volta, jurados devem ser levados para a sala secreta, onde decidirão o futuro do réu 15h38 “Optem por absolver esse moço. A fuga foi apenas uma maneira que ele encontrou para gritar contra o que ele foi submetido”, concluiu Ivon Ribeiro. Ao encerrar, juiz Leandro Cano perguntou ao promotor se desejaria fazer o uso da réplica. Ele respondeu: “não” 15h37 “Defesa é isso, vem jogar conversa fora com vocês. Se Ministério Público pede condenação é porque tem provas”, ironizou Ivon Ribeiro. O defensor tem mais poucos minutos para finalizar a sua argumentação. Segundo ele, o caso Mércia tem todos os elementos de um crime passional, não homicídio triplamente qualificado 15h34 O defensor agradeceu a participação dos jurados que, segundo ele, realizaram 26 questionamentos durante o júri 15h21 “Sai da minha aba, doutor”, disse o promotor Rodrigo Merli após ser questionado sobre o filme Auto da Compadecida. “Só quero saber se o senhor sabe quem representou a defesa lá”, ironizou Ivon Ribeiro. “Ah, fala do seu cliente. Parece que sou seu ídolo”, rebateu Merli 15h07 "Na sexta estiveram juntos e fizeram amor. No sábado, estiveram juntos de novo e fizeram amor. Será que havia briga?", disse o defensor após a leitura de e-mails entre o casal 15h Ivon Ribeiro faz leitura de outros e-mails trocados entre Mizael e Mércia, de maio de 2010, mês do crime. O defensor ainda provocou o assistente Alexandre de Sá dizendo que leu o texto inteiro, "não só trechos". Em sua argumentação, Sá leu trechos de e-mails de abril do mesmo ano. 14h57 Segundo o defensor, a vida de Mizael foi vasculhada. “Todo mundo quis a cabeça dele. Poderia até ser chamado de Tiradentes”. Minutos antes, Ivon Ribeiro chegou a falar que a alga na sola do sapato do réu foi uma “prova plantada” 14h53 Mizael acompanha a argumentação de seus defensores. Sentado ao lado de policiais militares, o réu permanece com a cabeça baixa 14h42 Em sua sustentação, Ivon Ribeiro busca desqualificar as provas da acusação. “Terminamos ontem pedindo a nulidade de um laudo 'claramente fabricado'. Nesses três anos de processo, a acusação não trouxe elementos que pudessem incriminar Mizael" 14h39 Samir Haddad encerra sua argumentação e passa a palavra para o defensor Ivon Ribeiro, que também representa Mizael 14h31 “A razão é importante, mas julguem com o coração, porque o coração da gente leva para o caminho certo”, disse Samir Haddad durante argumentação aos jurados. "Se Mizael for condenado, estaremos diante de um grande erro judiciário" 14h27 Haddad criticou a postura da polícia que não investigou as denúncias de tortura durante depoimento do réu Evandro da Silva Bezerra. “Se é mentira, por que não investigaram? Evandro foi torturado para incriminar Mizael. Tortura como nos porões negros da ditadura" 14h17 "Como que um promotor de Justiça se omite e deixa de fazer perguntas ao réu que está incriminando?", provocou o defensor. Rodrigo Merli tentou rebater, mas foi impedido pelo juiz. Ontem (13), durante o interrogatório de Mizael, o promotor disse que, "depois de tantas versões, não havia questionamentos para o réu" 14h09 O defensor leu trechos de diversos autores aos jurados sobre o ato de julgar. “O que não quero é que julgueis por antecipação”, dizia o texto. “Não sejam Influenciados pela imprensa, que é o maior perigo para os advogados”, pediu Haddad ao júri 14h03 Defensor Samir Haddad fala aos jurados e se chora ao comentar o histórico de sua família, avô e pai, no direito. "Esta é a causa da minha vida", disse emocionado. Segundo ele, Mizael já escreveu cartas "para tentar provar sua inocência". "Não preciso disso, tenho 1.000% de certeza que ele é inocente" 13h48 Sessão é retomada no Fórum de Guarulhos, na região metropolitana. É iniciado o período de argumentação da defesa. Wagner Garcia, um dos defensores, tem a palavra 13h40 Sá disse que volta para a réplica com novos trechos de e-mails que comprovam o "pensamento psicopata" do réu. Debate encerrado e juiz determina intervalo de duas horas no julgamento. Sessão deverá ser retomado, às 13h30, com a argumentação da defesa 11h34 “Exponho 19 mentiras porque é o mesmo número de vezes que o Evandro conversou com o réu. Guardem esse número”, disse Sá. Segundo ele, o réu não contava com o gabarito do DHPP e do promotor que cuidava do caso 11h25 “Até a morte Mizael vai negar, mas isso não deve abalar a convicção dos senhores. A prova técnica é irrefutável”, diz Sá aos jurados 11h18 No primeiro trecho exibido em telão, Mizael reclama sobre a postura de Mércia, que passou a evitá-lo. Em um segundo e-mail, o réu citou 11 situações que o deixaram "extremamente chateado” com a vítima. “Você terminou comigo um dia antes das eleições [quando ele concorria a cargo de vereador]”, leu Sá durante sua argumentação 11h16 Sá faz a leitura de e-mails que foram enviados por Mizael para a ex-namorada. "A primeira frase já desmente o que ele disse sobre ter um bom relacionamento com a vítima" 11h00 “Senhor Mizael vai ganhar um prêmio ao final desse julgamento: o de mentiroso do ano”, disse Sá. E ele continuou: “O réu foi o maior acusador desse processo. Fomos desmascarando e ele foi inventando novas versões” 10h59 A defesa, segundo o assistente de acusação, tentou plantar informações falsas durante o júri. Como, por exemplo, a insatisfação da família Nakashima com o trabalho do delegado Olim e o desejo de retirá-lo do caso. “Isso é mentira. Houve, sim, um conflito. Mas o que motivou isso foi o desejo da família de encontrar Mércia viva” 10h56 “Ninguém poderá dizer que o réu foi condenado pela imprensa. Ele teve inúmeras oportunidades de defesa, as provas já eram conhecidas, mas optou por ficar calado e só questionar hoje”, disse Sá aos jurados 10h53 A assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP) informou que o tempo total da acusação (fala do promotor e assistente) é de duas horas. Exposição deve ser encerrada por volta das 11h30 10h50 Rodrigo Merli, representante do Ministério Público, encerra sua manifestação e cede os últimos 30 minutos de debate para Alexandre Sá, seu assistente de acusação 10h41 Promotor usa o seu período de argumentações para expor as possíveis estratégias da defesa do réu. “É um excesso de coincidências, não? A alga não existe, o rastreador tinha problema, o sangue não era sangue, o fragmento ósseo não é fragmento. Além disso, Evandro foi torturado para que ele seja inocente" 10h38 “Ele veio aqui nos dizer que a família [Nakashima] o elegeu como culpado porque ele não quis ser padrinho de casamento da Cláudia [irmã de Mércia]. Ah, me poupe!”, disse o promotor 10h34 “Ninguém plantou porcaria nenhuma”, disse o promotor. Ele citou aos jurados a tentativa da defesa de tirar crédito da principal prova do processo: a alga no sapato do réu. “O especialista explicou que em até 25 dias, a planta conserva suas características. A prova foi encontrada 18 dias depois, ou seja, intacta” 10h31 Defesa tentou tirar créditos do rastreamento de celular ao dizer que o telefone do réu acessou outras antenas após congestionamento das linhas. “Parece que os advogados não sabem como funciona o rastreamento. Ele funciona, sim” 10h26 Há pouco, o promotor garantiu que Mizael conhecia a região de Nazaré Paulista. “Ali ninguém chega sem conhecer, muito menos à noite”, disse Merli. Mizael acompanha argumentação do promotor com a cabeça baixa e mãos no rosto 10h21 “Será que é coincidência o uso de um telefone frio, que não estava registrado no nome dele? Ele conversou 19 vezes com o Evandro e quer dizer que nem tinha falado com ele. Não converso tudo isso nem com a minha esposa”. Promotor passa a narrar os fatos do dia 23 de maio de 2010, o dia do crime, de acordo com a denúncia 10h09 Juiz autoriza equipe de defesa a fazer considerações durante a argumentação da promotoria. Segundo promotor, entre tantas versões do fato, Mizael chegou a chamar Mércia de traficante. Nesse momento, o defensor Samir Haddad pediu para o promotor “mostrar no processo” tal parte. Rodrigo Merli cita páginas de um depoimento e diz que a fala foi de outro advogado, Ivon Ribeiro. "Pare de mentir aos jurados", disse Haddad 10h06 Segundo o promotor, a defesa tentou durante três anos retirar o caso da Comarca de Guarulhos, para evitar a comoção da sociedade local. “Agora, todos viraram anjos enviados por Deus? Eles [a defesa] tentaram evitar mulheres no júri recusando três logo de casa. E, do nada, é a melhor coisa ser julgado por mulheres?”. O Conselho de Sentença é formado por cinco mulheres e dois homens 10h03 O réu Mizael acompanha a argumentação do promotor com a cabeça baixa 9h56 Versão sobre uma suposta prostituta, segundo o promotor, foi uma tentativa frustrada de “se arranjar um álibi”. “Eu nunca vi uma prostituta comprometida com alguém. Mas, se fosse, deixaria um inocente ser condenado? Ela já estaria aqui!” 9h53 “Ontem assistimos aqui a um espetáculo bastante deprimente”. Segundo Merli, o réu citou muitas mentiras, entre elas a dificuldade de atirar. “Ele tem nos tratado como idiotas”. Merli convida os jurados a analisarem os autos em busca das “falsas informações” 9h50 “Jurados se vocês não estiverem prontos para julgar, peçam esclarecimentos”, disse o promotor no início do seu período de argumentação “ Não se seduzam com eventuais cenas emotivas e choros eventuais. Isso não é teatro ou circo. Uma vida humana foi embora e não voltará mais”, disse ele ao Conselho de Sentença 9h45 Juiz Leandro Cano dá início aos trabalhos. Fala é dada ao promotor Rodrigo Merli, que faz agradecimentos ao magistrado e jurados 9h35 Ao final da fase de debates, o Conselho de Sentença - formado por cinco mulheres e dois homens - será levado para uma sala secreta, onde decidirá o futuro do réu. Márcio Nakashima chegou há pouco ao fórum esperando "uma condenação severa". Segundo ele, Mizael "se fez de coitadinho" em seu depoimento e que "bateu desespero" na defesa 9h19 Réu Mizael Bispo de Souza já chegou ao Fórum de Guarulhos, na região metropolitana, para o 4º dia de júri. Sessão será iniciado com o período de debates entre acusação e defesa 9h10 3º dia de julgamento A sessão foi interrompida nesta quarta-feira. O julgamento será retomado amanhã, às 9 horas, com os debates entre acusação e defesa. 19h10 No fim, ao juiz e aos jurados, Mizael respondeu a um pergunta: "Tudo o que o senhor disse nessa sala hoje é verdade ou mentira?". "É verdade", respondeu o réu. 19h09 Mizael disse que a família da Mércia o acusa por uma longa história. Ele seria padrinho de casamento na irmã de Mércia em novembro, mas eles haviam rompido. Ela insistiu para ele continuar como casal no matrimônio, mas ele disse que não seria bom e afirmou que não iria, mas ela não acreditou. No dia do casamento, ao perceber que não ia, ela arrumou um outro parceiro, que foi sem a roupa de padrinho. A família teria ficado muito brava com isso. 19h07 Mizael disse que em agosto de 2009, Mércia disse que não iria mais namorar com ele. Mas no dia seguinte, ela teria voltado arrependida da decisão e os dois seguiram namorando. O caso se repetiu um mês depois, mas a decisão foi mantida. 19h O réu diz que nunca ameaçou ninguém relacionado a esse processo. 18h58 Mizael diz que os boletins de ocorrência que tem com o nome dele é sobre brigas com a ex-mulher, que não aceitava a separação. "Ele me agredia, quebrava o telefone na minha cabeça", disse o réu. 18h56 "Ninguém merece prisão. Melhor é a morte", afirma Mizael durante o interrogatório. 18h50 Mizael disse foi ao matadouro na região da represa para participar de um churrasco, onde iam muitas pessoas de Guarulhos, para ver se conseguia votos para a eleição de vereador da cidade. 18h46 "Eu não conheço a represa e nem Nazaré Paulista", afirma o réu. 18h44 "Faz dois anos que eu não vejo mulher. Eu tenho até trauma", diz Mizael. Apesar disso, o réu afirma que não tem discriminação com homens. "Mas eu tive um sonho, queria ser julgado por sete mulheres". 18h41 Mizael disse que se apresentou à policia quatro dias antes de ser convocado para não deixar dúvidas. 18h39 Em resposta aos jurados, Mizael diz que não faz ideia quem pode ter matado Mércia. Ele também não sabe por que Evandro coloque o réu na cena do crime. 18h35 Mizael diz que mais tarde fez algumas coisas na região da casa dele e depois iria até uma boate no centro de Guarulhos. Mas teria encontrado a mulher que seria garota de programa. Ele teria ficado com ela até por volta de 21h, segundo o réu. 18h34 O réu conta detalhes do dia da morte de Mércia. Ele afirmou que ligaram para ele dizendo que a ex-mulher e a filha haviam sido sequestradas. Ele correu até a casa delas e depois à feira, onde elas estariam, e as encontrou lá. Também teria encontrado o vigia Evandro lá, e apenas acenou para o acusado de participação no crime. 18h26 A mãe da Mércia assiste ao depoimento olhando para uma foto da filha que ela segura nas mãos. 18h20 Mizael diz que sempre teve um bom relacionamento com a mãe de Mércia. Ele reafirmou que só tinha problema com o irmão dela, Márcio. 18h19 O advogado de defesa Ivon Ribeiro começa a questionar o réu. 18h17 "Eu nunca tive em represa", diz Mizael. O réu acredita que foi a polícia que forjou a prova do sapato com a alga que existe na represa de Nazaré Paulista.. 18h16 Em resposta a um jurado, Mizael diz que nunca rasgou nenhum cartaz que pedia informações sobre o paradeiro de Mércia. 18h11 Em resposta a um jurado, Mizael diz que nunca rasgou nenhum cartaz que pedia informações sobre o paradeiro de Mércia. 18h11 Mizael diz que o delegado Antonio Olim levou o sapato de sua casa quando ele não estava no local. O réu disse levaram apenas aquele par de calçado. 18h09 "Sempre estive à disposição da polícia. Para mim é interessante que descubram o verdadeiro culpado", diz Miazel. 18h07 "Criaram uma situação para jogar para cima de mim. O delegado é candidato no ano que vem e quer se promover em cima de mim", se defende o réu, atacando o delegado Antônio Olim. 18h04 Mizael disse que foi sócio por dois anos de Mércia e que nunca discutiram por honorários advocatícios. "Nunca tivemos conta conjunta", disse. 18h01 "Quando eu estava namorando firme, eu nunca traí. Mas era um relacionamento bem aberto. A gente ficava até um mês sem se ver. Eu avisei ela que eu tinha uma namorada na Bahia e que eu ia casar com ela. Avisei que quando fosse casar, ele não sairia com mais nenhuma mulher, disse Mizael sobre seu relacionamento com a Mércia. 17h57 Mizael diz que usava dois celulares, que ao todo tinham 4 chips. Segundo a polícia, ele usava 6 números de telefone. 17h54 Mizael afirma que o relacionamento com a família de Mércia era um perto de Márcio, e outro quando ele estava longe. O irmão dela não gastava dele, segundo o réu. 17h50 O réu confirmou que ficou entre mendigos nos primeiros dias em que ficou escondido da polícia. "Eu nunca saí da cidade de Guarulhos". "Me apresentei a esse juiz por causa da pressão de ficar longe da minha família. Por conta de policias do DHPP que cometeram diversas arbitrariedades". 17h47 Mizael disse que antes de se entregar para o juiz, ele dormiu em sua casa. "Não tinha nenhum policial em casa". "Nunca pensei em fugir. Sou um pessoa muito família. Tive a oportunidade de sair do País, mas não quis. Eu tenho família, amigos e fico aqui". 17h43 Mizael afirma que o delegado Antônio Olim, que investigou o caso, descumpriu várias ordens da Justiça durante a investigação. 17h40 Promotor foi repreendido pelo juiz após rir quando Mizael diz que não seria capaz de matar ninguém. 17h35 "As minhas duas armas tinham casa de aranha dentro. Eu não usava. Todas as minhas armas são legalizadas", afirma Mizael. 17h31 "Nunca matei e nem teria coragem (de matar). Eu tinha medo", diz Mizael sobre sua vida como policial militar. O réu disse que durante um treinamento da PM, "os colegas estavam trocando tiro com marginais e eu me escondi embaixo da viatura. Não tenho vergonha disso", afirmou. 17h29 O réu começa a fazer um histórico da sua vida. Nascido na Bahia, na zona rural, diz que teve um infância pobre. 17h26 A pedido do advogado de defesa, Mizael mostra o seu pé ao jurados. Ele é policial militar reformado por ter sido aposentado por invalidez após receber um choque elétrico. Por conta disso, ele possui uma deficiência no pé. 17h24 O promotor Rodrigo Merli Antunes e o assistente de acusação Alexandre Sá Domingues afirmaram que devido as seus versões apresentadas por Mizael, eles não têm nenhuma pergunta para o réu. 17h20 Mizael Bispo de Souza senta no banco dos réus. "Não, excelência", reponde o ser perguntado se matou Mércia. 17h19 Os advogados de defesa estão reunidos com Mizael na sala da OAB dando orientações para o seu depoimento. 17h16 Segue a expectativa para o interrogatório de Mizael Bispo de Souza. A sessão ainda está em intervalo. 17h05 Como Mizael começará a ser ouvido nesta quarta-feira. O julgamento pode ser encerrado nesta quinta-feira. 16h47 Fase das oitivas é encerrada e juiz determina intervalo de 10 minutos. Réu Mizael Bispo de Souza, acusado de matar Mércia Nakashima, deve ser interrogado após o intervalo 16h35 Ivon Ribeiro continua a fazer peguntas ao perito e a pedir esclarecimentos sobre o laudo 16h25 Após manifestação do MP, o juiz Leandro Cano disse que se há erro da prova técnica é evidente que o benefício será da defesa. “Uma vez que o direito não socorre aos que dormem”, disse. E negou a suspensão do júri e a realização de nova perícia do trajeto supostamente percorrido por Mizael 16h23 Ivon Ribeiro bate-boca com testemunha Hélio Ramacciotti. Defesa então pede a nulidade de um dos arquivos da reconstituição após cálculo errado. “Pedimos também uma nova perícia, se possível, que ela seja acompanhada por uma pessoa de nossa confiança”, disse Wagner Garcia, outro advogado do réu. MP se manifesta contra 16h07 Defesa pede a exibição de um vídeo da perícia. Juiz autoriza exibição de pontos importantes. As imagens foram gravadas durante uma reprodução do trajeto no dia do crime 15h57 Promotoria encerra período de perguntas. Juiz dá a palavra ao defensor Ivon Ribeiro 15h43 Bate-boca entre advogado e promotoria interrompem a transmissão do julgamento por alguns segundos. Ivon Ribeiro, defesa de Mizael, discordou do promotor que pediu para o perito fazer novos cálculos sobre o laudo. Defesa pediu ao juiz que conste o protesto em ata. Pedido foi deferido 15h30 Perito explica ao promotor o caminho traçado por Mizael no dia do crime, segundo o laudo que produziu. Ele realizou dois trajetos para simular o suposto deslocamento de Mizael e Evandro 15h24 Ramacciotti responde perguntas do promotor Rodrigo Merli. Ele confirma que fez um laudo, a pedido da defesa, sobre os caminhos percorridos pelo réu. Encerradas as oitivas, ocorre o interrogatório de Mizael. É possível que ele seja interrogado ainda hoje 15h04 Duas testemunhas de defesa foram dispensadas nesta quarta-feira: o físico Osvaldo Negrini Neto e o perito Eduardo Zocchi. Neste momento, começa a ser ouvido o perito Hélio Rodrigues Ramacciotti, testemunha do juízo 14h55 Oitiva é encerrada e juiz determina intervalo de uma hora para almoço 13h13 Promotor manifestou ao magistrado o interesse de reinquirir o biólogo Carlos Eduardo Matos Bicudo, que prestou esclarecimentos na última segunda-feira (11). "Faça o seu requerimento e eu vou analisá-lo", disse o juiz. A promotoria busca confirmar detalhes da alga encontrada no sapato de Mizael 13h12 Promotor termina sua fala ao perito questionando se na casa do réu foram apreendidos projéteis encontrados no carro, no local do crime. Patoli respondeu “sim” 13h08 Perito reafirma ao promotor Rodrigo Merli que a terra encontrada no sapato de Mizael é incompatível com a terra da represa de Nazaré Paulista 12h53 Para o perito, Mércia morreu dentro do veículo. “Pelo encontro dos fragmentos ósseos, inclusive dentes, dentro do carro. Não tenho dúvidas de que ela foi alvejada ali”. O promotor Rodrigo Merli continuou perguntando por que o corpo teria sido encontrado fora do veículo. Patoli respondeu: “Acredito que durante os trabalhos de bombeiros [de remoção do carro], o cadáver pode ter saído” 12h21 Juiz Leandro Cano retoma a sessão com as perguntas do Ministério Público 12h07 Antes de dar a palavra para o representante do Ministério Público, juiz determina pausa de cinco minutos 11h48 "O atirador estava no lado do banco do passageiro", explicou Patoli ao responder às perguntas dos jurados. Mércia recebeu dois disparos do lado direito do corpo 11h46 Patoli afirmou que a perícia no carro indicou que uma pessoa pequena, como Mércia Nakashima, estava dirigindo o carro no dia do crime. Do lado, estaria uma pessoa mais alta, pela distância do banco. "Mas não é certeza", disse 11h44 Palavra é dada ao advogado Ivon Ribeiro, também da defesa de Mizael. Ele também faz perguntas ao perito 11h12 Jurados realizaram três perguntas ao perito sobre a terra encontrada e o carro do Evandro. Intermediados pelo juiz, o magistrado Leandro Cano perguntou se a terra do fundo da represa foi analisada. “A represa é funda, não tinha como. Me preocupei em recolher terra da saída”, explicou. As amostras de terra encontradas - na casa do Mizael e represa - tinham “frações granulométricas” diferentes. "Elas não eram compatíveis” 11h10 “Falei com o doutor Olim que gostaria de ter analisado o carro do Evandro, mas acredito que ele nunca foi encontrado”, disse o perito. Evandro é acusado de ser o comparsa de Mizael no assassinato de Mércia Nakashima 11h01 A testemunha disse que, no primeiro momento, não sabia que o carro de Mizael tinha um rastreador. “Foi feita uma vistoria minuciosa no carro para procurar material orgânico da represa”. Após a descoberta do aparelho, Patoli disse que não realizou uma perícia no rastreador. “Ninguém me pediu isso”, explicou 10h56 Defensor Wagner Garcia continua a fazer perguntas ao perito sobre a reconstituição do crime na represa, em Nazaré Paulista 10h51 "Toda reconstituição foi baseada no que a testemunha ômega me contava", diz o perito Patoli. Testemunha ômega seria o pescador que havia visto o carro da advogada sendo jogado no represa 10h32 Advogado Wagner Garcia pergunta ao perito sobre a análise da alga encontrada no sapato do réu. Segundo a testemunha, a alga poderia ser achada em outras represas 10h26 Uma camisa rasgada na região do tórax e dois pares de sapatos foram apreendidos pela perícia. “Um dos solados tinha uma terra, que levava para um local argiloso”, explicou Patoli. “Outros tipos de terras foram investigados?”, perguntou o defensor. Ao confirmar, o perito disse ainda que ficou claro que a terra do sapato não era compatível com a terra da represa, onde o corpo de Mércia foi encontrado 10h17 “Houve luta corporal?”, questiona o advogado. “Não dava para determinar se houve luta porque o corpo de Mércia estava bem deteriorado, em avançado estado de decomposição. Os vestígios estavam prejudicados”, explicou Patoli 10h10 Perito disse ainda que foi ele quem fez a coleta de material dos sapatos do réu e encaminhou para o IC (Instituto de Criminalística). Samir Haddad, um dos defensores de Mizael, perguntou se o material pode ter sofrido alguma alteração. Enfático, o Patoli respondeu: “Com certeza não, eu que levei para lá (IC)” 10h07 Patoli confima que estava acompanhando a reprodução simulada dos fatos (a reconstituição). Segundo ele, pelo menos dois disparos foram realizados no dia do crime. No entanto, não soube dizer se houve uma reconstituição dos disparos. "Atendi o pedido da autoridade policial, o doutor Olim. Ele não me pediu isso" 10h Com quase uma hora de atraso, julgamento é retomado pelo juiz Leandro Cano. No momento, defesa faz perguntas ao perito Renato Patoli 9h56 Ivon Ribeiro, um dos defensores do réu, conversou com os jornalista em frente ao fórum nesta manhã. Ele disse que o julgamento do caso "é uma farsa". O advogado tenta desqualificar uma das principais provas da promotoria: a alga encontrada no sapato de Mizael. "Eles [a acusação] não colocam Mizael na cena do crime", disse 9h30 Minutos antes do início do terceiro dia, os jurados estão descontraídos e conversam entre si enquanto os advogados de acusação e defesa se cumprimentam. Todos aguardam a chegada do juiz Leandro Cano para o início dos trabalhos 9h17 Advogados e promotoria já aguardam em plenário o início do terceiro dia do julgamento de Mizael Bispo de Souza, acusado de matar a advogada Mércia Nakashima, em 2010 9h15 2º dia de julgamento As notícias do dia:

- Telefone 'frio' revela suposto comparsa de Mizael, diz delegado em depoimento

- Rastreador instalado por Mércia em veículo compromete o acusado Mizael

- Pai de Mizael defende o filho: "É uma injustiça. Não é fácil assistir”

Fim de sessão nesta terça-feira. O julgamento será retomado nesta quarta-feira, às 9h. 20h33 A testemunha diz que apenas no dia 23, dia da morte de Mércia, os telefones dos Mizael e Evandro fogem do padrão. Nos dias seguintes, os telefones voltam ao padrão. O telefone não cadastrado de Mizael para de ser usado. 20h31 Simone confirma que quando o rastreador do carro indica que ele está parado. As ligações de Mizael indicam que ele está na mesma região da casa da avó de Mércia e da própria Mércia. 20h27 Simone confirma que quando o rastreador do carro indica que ele está parado. As ligações de Mizael indicam que ele está na mesma região da casa da avó de Mércia e da própria Mércia. 20h24 Simone confirma que quando o rastreador do carro indica que ele está parado. As ligações de Mizael indicam que ele está na mesma região da casa da avó de Mércia e da própria Mércia. 20h22 A testemunha afirma que no dia 23 de maio, as ligações feitas por Mizael e Evandro fogem do padrão do último mês. Pelos menos duas ruão não são encontradas desde o dia 1º de maio. 20h19 Público já pode voltar ao plenário. 20h16 Gravação é interrompida e público presente é retirado do plenário para que testemunha fale sobre detalhe técnicas das investigações a respeito dos telefonemas. "A revelação dessa informação de forma pública poderia prejudicar futuras investigações", disse o policial. 20h13 Em pelos menos dois dias, Mizael ligou para Mércia do telefone cadastrado em seu nome e na sequencia fez ligações para Evandro do telefone que não foi declarado. 20h03 De acordo com Simone, Mizael confirmou os encontros que teve com Mércia compatíveis com o histórico de chamadas dos dois. 20h00 Apesar de ser registrado por uma pessoa de Cotia, esse celular tinha o mesmo padrão usado por Mizael. Não havia ligações de Cotia. 19h57 A testemunha disse que acompanhou o depoimento de Mizael e afirmou que o réu alegou que utilizava pouco esse número que ele não havia declarado. No dia do crime, foram 16 ligações de Mizael para Evandro e 3 de Evandro para Mizael. 19h56 A defesa encerra sua parte. O promotor Rodrigo Merli Antunes começa a fazer sua perguntas. 19h52 Segundo a testemunha, neste dia, os telefonemas dos dois fugiu do padrão neste dia. 19h48 Segue o depoimento da testemunha. Da parte que ele parou. 19h47 Houve mais uma queda de energia no plenário. E foi perdida a transcrição das perguntas respondidas por essa testemunha. O juiz aguarda para saber se alguma emissora gravou o depoimento, para que ele possa ser anexado ao processo. Se não, o depoimento terá que ser refeito. 19h39 Alexandre Simone Silva segue detalhando os locais de Mizael e Evandro estaria no dia do crime, segundo as ligações feitas ou recebidas por eles. Essa deve ser a última testemunha do dia. 19h35 Nas mais de 10 ligações trocadas entre os dois, eles fizeram algumas ligações de diferentes locais de Guarulhos. Enquanto o GPS do carro mostra que o veículo estava parado no Hospital de Guarulhos. 19h24 A sessão na é retomada. 19h20 O juiz solicita uma interrupção na sessão para que seja montado na mapa que deve facilitar a exposição de onde Mizael e Evandro teriam feito e recebido suas ligações. 19h07 Entre as ligações que fez, durante um percurso feito pela cidade de Guarulhos, Mizael fez algumas ligações para Evandro, acusado de ajudar Mizael no homicídio. 19h02 Essa testemunha é considerada pela acusação como benéfica a ela. A declaração foi feita pelo promotor Rodrigo Merli Antunes às vésperas do julgamento. 18h53 Ao falar ao advogado, a testemunha informa o trajeto que teria sido feito por Mizael no dia da morte de Mércia. Os dados do GPS do carro e os telefonemas são compatíveis. 18h52 O advogado Ivon Ribeiro começa a fazer suas perguntas ao investigador. 18h46 O advogado Samir Haddad Junior questiona o número de ligações trocadas entre Mércia e Mizael. A testemunha diz que nos telefones pesquisados, entre 1º de maio e 7 de junho de 2010, Mércia fez 127 ligações telefônicas para Mizael e Mizael fez 41 ligações para Mércia. 18h40 O investigador diz que acredita que seu trabalho dá resultados por conta das mais de 150 pessoas que foram libertadas em casos de sequestro. Muitas deles com grande repercussão, como o caso Mércia Nakashima. 18h35 O advogado de defesa Wagner Aparecido Garcia questiona como a polícia chegou ao número que não estava no nome de Mizael. Ele informa que chegaram ao número após uma análise dos números que Mércia havia ligados nos últimos dias. Ao analisar esse número, foi encontrado que este número tinha o mesmo padrão dos outros celulares de Mizael. 18h29 Alexandre Simone Silva afirma que os dados que fez mostravam incompatibilidade entre os dados de um celular de Mizael, de um número que não estava em seu nome, e o seu depoimento. 18h24 Ao responder à defesa, o investigador afirmou que trabalhou em mais de 150 casos de sequestro, rastreando sinais de números telefônicos. 18h21 O policial foi convidado e autorizado a auxiliar a investigação na investigação da morte de Mércia Nakashima. Ele analisou dados de três números da Mércia e cinco ou seis de Mizael. 18h20 Agora quem fala é a testemunha Alexandre Simone Silva. Ele é investigador da divisão anti-sequestro de São Paulo 18h16 A sessão é retomada. Um gerador foi acionado e testemunha Rita Maria de Souza voltou ao plenário para responder pergunta de um dos jurados. 18h14 Ao determinar o intervalo, o juiz Leandro Bittencourt Cano afirmou que duraria 5 minutos. Mas a luz ainda não voltou. O problema atinge todo o quarteirão do fórum. 17h58 Neste intervalo, advogados e juiz deixaram o plenário, os jurados e a plateia também. Mizael está sozinho, escoltado por três policiais. 17h42 Embora tenha prometido participar ativamente de sua audiência, Mizael acompanha quieto e sério o julgamento. Sua única intervenção foi ajudar seu advogado a encontrar uma página no processo para uma pergunta dirigida ao delegado Antônio de Olim, primeira testemunha do dia. 17h36 No momento falta energia no plenário. As luzes de emergência foram acionadas e a oitiva da Rita Maria de Souza acabou em seguida. O juiz deu um pequeno intervalo por conta do problema 17h34 A testemunha já finalizou seu depoimento. 17h32 Rita confirmou ao advogado que coletou assinaturas para o abaixo-assinado por cerca de oito dias 17h29 O assistente de acusação Alexandre Sá Domingues começa a questionar a testemunha 17h28 Ao confirmar que assinou um abaixo-assinado que pedia a liberdade de Mizael, Rita afirma que "acredita no Mizael". 17h25 Agora o promotor é quem faz as perguntas para a testemunha. 17h24 A testemunha diz que nunca viu discussões entre Mércia e Mizael no escritório. 17h20 Rita disse a Ivon Ribeiro que lembra do momento em que Mércia Nakashima decidiu deixar a sociedade com Mizael. “Fiquei sabendo que ela iria montar um escritório em Cumbica. Mas não sei porque ela saiu de lá". Segundo ela, Mércia estava sempre contente e alegre. “Era um clima de harmonia” 17h16 A primeira testemunha de defesa a depor é Rita Maria de Souza, corretora de imóveis. Já alugou um imóvel para o réu Mizael Bispo de Souza. Rita deve falar sobre a relação entre Mizael e Mércia 17h09 Sem mais perguntas, o advogado Arles Gonçalves Júnior é dispensado pelo magistrado. É então encerrada a fase de oitivas das testemunhas de acusação 17h06 O juiz Leandro Cano precisou intervir novamente durante o júri. Após uma calorosa discussão, entre o promotor Rodrigo Merlin e o advogado Ivon Ribeiro, o magistrado passou a intermediar os questionamentos à testumunha. “Ele só lembra do que quer, doutor”, reclama o defensor do réu. Em resposta, Arles disse: "O senhor está me ofendendo" 17h02 Ivon Ribeiro, um dos advogados de Mizael, perguntou se Arles sabia por que Mizael chamou o vigia Evandro para ajudá-lo. O advogado respondeu: "Salvo engano, porque o vigia era amigo, o ajudava em bicos" 16h57 Defesa faz perguntas ao advogado, que é a última testemunha do Ministério Público 16h45 Arles confirmou também que acompanhou o interrogatório de Mizael. Durante a apresentação das provas e bilhetagem telefônica, Arles viu Mizael dando um tapa na mesa do delegado Olim. “Ele disse que quem teria que explicar as ligações telefônicas [durante a noite do crime] era a operadora” 16h40 “Obviamente que o trato policial não é o mesmo, foi mais chulo. Mas tudo já havia sido dito”, disse Arles. O advogado é questionado sobre possíveis abusos durante o interrogatório 16h30 Promotor perguntou ao advogado se havia notado algum tipo de abuso feito pelos policiais ou delegado durante o depoimento. Arles disse “não”. Arles descreve o dia em que Evandro foi interrogado. "O Evandro disse que conversou com o Mizael e que ficou combinado que ele ia buscá-lo no local do fato (na represa)" 16h23 Segundo ele, foi convocado pela Ordem de Advogados do Brasil (OAB) para acompanhar as buscas por Mércia Nakashima, que era advogada. Quando Evandro chegou ao DHPP, em São Paulo, Gonçalves Júnior foi chamado para acompanhar seu depoimento. Ele disse que chegou uma hora antes ao local 16h16 Sessão é retomada no plenário do Fórum de Guarulhos. Próximo a ser ouvido é Arles Gonçalves Júnior, última testemunha arrolada pelo Ministério Público. Ele é advogado e acompanhou o depoimento do vigia Evandro Bezerra à Polícia Civil 16h10 Sem mais perguntas, o juiz encerrou a oitiva do delegado Olim. Ele falou por mais de cinco horas neste segundo dia de júri. Magistrado determinou pausa de uma hora para almoço 14h52 A mãe de Mércia ficou nervosa com as questões sobre os honorários advocatícios e deixou o plenário mostrando irritação 14h44 "O senhor Ivon não quer a ajuda do senhor", diz juiz Leandro Cano ao promotor. " É que eu senti que ele está perdido nos autos", disse o promotor. "Senhor Rodrigo, sem ironias, por favor", finaliza o diálogo o juiz rindo. 14h31 "Volto a dizer, o senhor está fazendo um comentário", diz juiz 14h26 "O único depoimento que eu acompanhei na delegacia foi com o senhor [Ivon Ribeiro]. E foi ali que eu formulei a minha convicção completa de que o seu cliente é o autor do crime", disse o promotor Rodrigo Merli Antunes 14h21 Após bate-boca, vídeo continua a ser apresentado 14h12 "O senhor está perdido nos autos. O senhor está viajando", diz promotor Rodrigo Merli Antunes ao advogado. "O senhor é desleal, mentiroso. O diabo é o pai da mentira o senhor é amigo do diabo" 14h10 "Qual o questionamento do senhor mostrando este vídeo?, interrompe o juiz. "Para confrontar o que está no vídeo", responde o advogado 14h05 Defesa exibe vídeo de interrogação de Evandro 14h02 Defesa exibe vídeo da primeira fase do julgamento aos jurados. Advogados querem mostrar contradições em fala de Olim 13h46 "Faça a pergunta direta pura e simplesmente. Sem fazer comentários. O senhor está passando do limite", interrompe juiz após advogado de Mizael dizer que documento sobre rastreamento não presta 13h37 Advogado questiona investigação baseada em rastreamento de GPS do carro de Mizael. "O senhor fez a investigação com base em um documento temerário?" 13h34 Mizael folheia um dos volumes do processo e aponta a página que orientou a pergunta do advogado Ivon Ribeiro ao delegado Antônio de Olim 13h26 Minutos após assumir a fala, Ivon Ribeiro já protagoniza novo embate com o delegado. "O senhor tem muitas divergências nas suas declarações", disse ao policial. "Pois não, doutor. Estou aqui para responder suas perguntas", respondeu Olim 13h15 Após mais de 2h30, delegado continua respondendo aos questionamentos da defesa de Mizael. Agora quem fala com a testemunha é o advogado Ivon Ribeiro 13h08 Delegado afirma que Mizael teria montado um cenário e inclusive guardado tikets de cinema e estacionamento para mostrar que estava tudo bem entre ele e Mércia. "Logo estranhei porque ninguém guarda essas coisas". Dias antes do crime, o casal teria ido a um motel e um shopping da região. 12h58 Olim afirma ter recebido ligações ameaçadoras. 12h45 Delegado afirma que quis passar as imagens do interrogatório para a imprensa. "Queria mostrar que ele sempre mentiu, que ele estava nervoso" 12h40 "Foram algumas interferências que foram até boas", disse delegado sobre Márcio Nakashima. 12h38 "A coisa mais importante do processo eu sei. Eu não tenho dúvida nenhuma de que Mizael matou a Mércia", diz Olim. 12h33 Delegado Olim afirma que apenas Mizael e Evandro estão envolvidos na morte de Mércia. 12h32 Alexandre de Sá, assistende de acusação e defensor da família de Mércia Nakashima, pede a exibição do depoimento de Evandro dado à polícia. Juiz aceita o pedido 12h02 Sessão é retomada no Fórum de Guarulhos, em São Paulo 11h56 Após duas horas de oitiva, juiz Leandro Cano interrompe a sessão 11h36 Delegado citou ainda a existência de uma mulher que havia se oferecido como “álibi” do réu para o crime. Ela seria a prostituta que Mizael contou à polícia ter passado quatro horas, na noite da morte de Mércia. Segundo Olim, “ela apareceu do nada”. Promotor mostra aos jurados foto da suposta mulher com Mizael, que usava um boné para não ser reconhecido 11h24 “Comecei a cortar [divulgação de informações] porque ele estava atrapalhando”, disse Olim sobre Márcio Nakashima, irmão da vítima. “Todas as denúncias foram investigadas. Jamais elegi Mizael culpado sem investigar outras possibilidades. Sou profissional”. O policial explicou que a exposição de fotos e telefones da família Nakashima trouxe “muitas denúncias frias” sobre o caso 11h03 Após o dia do crime, Mizael não utilizou mais o celular “frio”. Evandro também trocou o chip do seu aparelho. No entanto, foi localizado pela polícia após registro em antenas pelo antigo aparelho. Delegado deixou claro que o rastreador do veículo “confirmou todos os passos de Mizael” 10h58 "Mizael usava um telefone frio, que foi comprado só para falar com Evandro, para tratar sobre a morte da Mércia", explicou Olim. A promotoria busca reforçar que o réu comprou um celular "frio", sem cadastro em seu nome, para usar no dia 23 de maio de 2010 - data da morte da advogada Mércia 10h44 “Ah, não começa. Vou ter que explicar como funciona um celular de novo?”, disse o promotor após ser interrompido pelo advogado Ivon Ribeiro, que representa a defesa de Mizael. Juiz precisou interferir e pedir ordem no plenário para encerrar o bate-boca 10h37 Confrontado, Evandro deu novo depoimento já em SP. Nessa ocasião, ele confirmou que ficou com Mizael ao redor da casa da Mércia se falando ao telefone. Duas antenas registraram o momento no dia do crime: uma na região da casa do pai de Mércia e outra na casa da avó da vítima. "Não como falar que não era ele [Evandro]. O celular não anda sozinho", disse o delegado 10h22 Evandro disse a Olim, na detenção de Sergipe, que Mizael o procurou no posto de gasolina inúmeras vezes na época do crime. As informações batem com os registros telefônicos entre os dois. Evandro confessou à polícia que buscou Mizael na represa, que tinha duas armas - uma pistola e um 38 - e estava molhado 10h17 O réu teria vínculos em Nazaré Paulista, onde fica localizada a represa em que o corpo de Mércia Nakashima foi descartado. Sobre a localização de Evandro, o delegado disse que “as antenas o prenderam”. Evandro foi preso em Sergipe. "Lá ele me contou tudo o que era interessante para ele" 10h13 Segundo o delegado, a polícia conseguiu rastrear o vigia Evandro Bezerra Silva, também acusado de participar do crime. Ele trabalhava para Mizael em um posto de gasolina. Delegado: “Depois que Mércia morreu, ele sumiu. Era um dos lugares que Mizael fazia um bico com ele” 10h07 Olim contou que o local que Mizael disse ter encontrado uma prostituta é um local de trânsito. “Impossível parar ali para pegar alguém”. “Como depois de quatro horas de programa, você não lembra cor do cabelo ou outra característica?”. Promotor continua a fazer perguntas para a testemunha 9h58 Promotor Rodrigo Merli questiona o delegado sobre contradições do depoimento do réu. Mizael acompanha a fala do policial em plenário 9h47 Policial, que foi arrolado como testemunha de acusação, explicou que o rastreador do carro de Mizael Bispo mostrava um itinerário diferente do que o réu havia dito. Olim disse ter refeito todo o caminho com Mizael e “em momento algum ele discordou do aparelho”. Segundo a polícia, o réu não sabia que Mércia havia instalado o aparelho no veículo 9h45 Delegado Antônio de Olim, responsável pelas investigações do caso, começa a ser ouvido no Fórum de Guarulhos 9h34 A outra testemunha ouvida hoje será o advogado indicado pela OAB para acompanhar o depoimento de Evandro Bezerra Silva, que admitiu em depoimento ter apanhado Mizael perto da represa em que ocorreu o crime 9h31 Primeiro a ser ouvido nesta terça-feira, segundo dia de júri popular, o delegado Antônio de Olim afirmou que vai provar que o telefone de Mizael "era frio, adquirido para cometer o crime" 9h23 O advogado de acusação, Alexandre de Sá Domingues, afirmou que sem o irmão de Mércia, Márcio Nakashima, "o corpo de Mércia não teria sido encontrado" 9h15 "Devo estar velho", disse Ivon Ribeiro ao comentar a perícia sobre as ligações recebidas por Mizael. "Afirmar pra mim que telefonia é uma ciência exata?" 9h10 O advogado que defende Mizael, Ivon Ribeiro, chegou há pouco ao Fórum de Guarulhos. Ele classificou de "fraude" a prova da alga encontrada no sapato de Mizael. "Uma fraude, ela foi colhida após o crime. São três meses de engano" 9h01 Bom dia! O réu Mizael Bispo de Souza já chegou ao Fórum de Garulhos, na região metropolitana de São Paulo, para o segundo dia do seu júri popular. Ele é acusado pelo assassinato de Mércia Nakashima 8h28 1º dia de julgamento Fim dos depoimentos do dia. O júri volta nesta terça-feira, às 9h. 20h30 A defesa agora contesta a existência de um aclive apontado pela perícia entre a antena que intermediou uma ligação do réu e o endereço que ele disse estar. O perito, no entanto, afirmou que esse obstáculo foi ignorado por ele em favor do sinal de celular, o que beneficiaria Mizael. 20h18 "Não vejo necessidade de diligências no local onde a antena foi analisada", afirmou o juiz à defesa. Os defensores de Mizael contestaram a perícia em ligações telefônicas que julga "impossível" que o réu estivesse em Guarulhos na hora do crime. Ele recebeu uma chamada por intermédio de uma antena próxima a cidade de Nazaré Paulista, local onde o corpo de Mércia foi encontrado 20h10 O juiz cassou a palavra do promotor após ele ironizar a explicação do defensor Ivon Ribeiro, que contesta a perícia. 20h05 As notícias do dia:

- Engenheiro diz que versão de Mizael para ligações em Guarulhos é 'impossível'

- “Esse sapato tem de ter entrado na água”, diz biólogo sobre alga

- Irmão de Mércia presta depoimento por 3h marcado por bate-bocas com defesa

- Mãe de Mércia chora enquanto Mizael deixa plenário

- 'Espero não encontrar Mizael', diz irmão de Mércia Nakashima

- 'Mizael será a sua própria condenação', diz advogado da família de Mércia

20h O bate-boca gerou comentários na plateia em apoio ao promotor, mas a expressão da mãe de Mércia não mudou. Séria, ela fala pouco durante o julgamento. 19h55 Em resposta a pergunta feita pelo advogado de defesa de Mizael se estava com medo, o promotor afirmou: "Estou com medo da sua ignorância". 19h50 "Eu não sei se é estratégia, ignorância ou má-fé", gritou o promotor. "Não é falando alto que o senhor vai intimidar", respondeu o defensor. 19h45 "É inútil a diligência", gritou o promotor Rodrigo Merli Antunes. "Está com medo, doutor?", respondeu Ribeiro. 19h40 O advogado pediu uma diligência para saber se é mesmo possível receber e efetuar ligações de uma antena a 10kms de onde Mizael disse estar, o que a perícia considera "impossível" 19h37 O juiz Leandro Cano interviu defendendo a acusação, mas Ribeiro quer saber se os jurados entenderam a explicação do engenheiro Eduardo Amato Tolezani. 19h35 Mais um bate-boca na sessão: o advogado de defesa Ivon Ribeiro e os advogados de acusação não entram em acordo sobre o funcionamento das ERBs (Estação Rádio Base). 19h30 O juiz pediu à defesa que não repita as perguntas da acusação, o que o advogado Ivon Ribeiro concordou.19h20]]A acusação concluiu agora suas perguntas depois de uma hora e meia. 19h10 O engenheiro analisou em datashow os dados da operadora Oi com o alcance do sinal do telefone celular usado por Mizael no dia do crime. 18h30 Eduardo Amato Tolezani é ouvido no momento. O engenheiro analisou as ligações telefônicas entre vítima e réu. 17h55 A próxima testemunha a ser ouvida é o engenheiro especializado em telecomunicações Eduardo Amato Tolezani. Ele não autorizou que sua voz e imagem sejam transmitida pela TV 17h48 A defesa de Mizael pediu que o perito Carlos Eduardo Bicudo não seja dispensado. O advogado Samir Haddad Jr. quer uma acareação com o perito Oswaldo Negrini Neto, que fez um laudo a pedido da defesa. 17h40 Terminam os esclarecimentos do perito Carlos Eduardo de Mattos Bicudo. A sessão é interrompida pelo juiz Leandro Bittencourt Cano. 17h25 Segundo o especialista, a alga se desenvolve nas época mais fria do ano, entre abril e setembro. A morte ocorreu no fim de maio de 2010 17h20 Após a pergunta de um jurado, o perito esclarece que esse tipo de alga existe em outros locais do Estado de São Paulo. "Não vou me lembar de outras cidades agora, mas no Jardim Botânico de São Paulo já foi encontrado". 17h11 O perito Carlos Eduardo de Mattos Bicudo afirma à defesa de Mizael que existem 40 anos de pesquisa no Estado de São Paulo e que a alga que foi encontrada no sapato de Mizael, entre as represas da região, só existe em Nazaré Paulista. 17h Após o promotor Rodrigo Merli fazer perguntas, o assistente de acusação Alexandre de Sá Domingues, questiona ao biólogo se é comum utilizar a Wikipedia como fontes em pareceres. Carlos Eduardo de Mattos Bicudo afirma diz que "existem os livros técnicos e os gibis. Está mais para isso" 16h53 O perito afirma que é equivocado dizer que este tipo de alga ou qualquer outro tipo pode se desenvolver em uma poça d'água. "Poça é um ambiente efêmero. Não dá tempo dela se desenvolver". 16h43 Segundo o especialista, a alga era do tipo stigeoclonium, uma planta aquática de água doce. E pode se desenvolver em represas. O material de análise foi retirado do veículo de Mércia e do sapato de Mizael 16h24 Bicudo reconhece ter recebido material encontrado no sapato do réu e fez a análise. “Recebi lâminas numeradas do material encontrado na cena do crime. Sabia que era do caso [Mércia Nakashima], mas não de onde havia sido colhido” 16h20 Segunda testemunha de acusação é Carlos Eduardo de Mattos Bicudo, biólogo do Instituto de Botânica, que assinou o parecer técnico sobre a alga encontrada no sapato de Mizael. O objetivo da acusação é reforçar a compatibilidade da planta com a que existe na represa em Nazaré Paulista, onde o corpo de Mércia foi encontrado 16h17 Sessão recomeça após intervalo para almoço. Juiz chama nova testemunha de acusação 16h13 Ao deixar o fórum, o pai de Mércia Nakashima, Mario Makoto, disse que preferia comentar o interrogatório do filho Márcio depois, mas criticou as perguntas feitas pela defesa de Mizael. "Faltou respeito, o Márcio é um ser humano" 15h24 Com o fim do depoimento de Márcio Nakashima, juiz pediu pausa de uma hora. 14h47 Advogado pergunta desde quando Márcio não morava com a família. Márcio responde: "O que ele tem a ver com a minha vida?" 14h44 Márcio disse que recebeu a informação de que o boletim de ocorrência sobre o desaparecimento de Mércia foi arquivado na 6º DP. 14h40 Advogado pergunta se Márcio tinha conhecimento de que Mércia ligou 248 para Mizael no mês de maio. Irmão disse que não sabia sobre o número de ligações, mas que sabia que eles tinham se falado. 14h30 Irmão de Mércia afirma que teve acesso ao notebook deixado na casa dos pais após desaparecimento de Mércia. 14h24 Márcio afirma que discussões sobre honorários entre Mércia e Mizael ocorreram também após 6 de maio de 2010. 14h21 Márcio afirma que só sabia que Mizael era fiador do novo escritório de Mércia depois que o relacionamento dos dois havia terminado. 14h09 Márcio Nakashima afirma ter visto Mizael retirar cartazes sobre desaparecimento de Mércia. 14h01 Após novo bate-boca, entre Márcio Nakashima e advogado Ivon Ribeiro, o juiz decide que intermediará as perguntas da defesa 13h53 A palavra é dada a Ivon Ribeiro, o terceiro advogado de Mizael Bispo 13h44 "O senhor viu o Mizael retirar algum cartaz de quando a Mércia estava desaparecida?", perguntou o defensor. Márcio responde que sim. Além disso, o advogado perguntou se Márcio chegou a tentar separar Mércia de Mizael. A testemunha disse que não 13h41 Wagner, segundo advogado de defesa de Mizael, perguntou a Márcio se ele presenciou ao vivo alguma briga entre Mércia e Mizael sobre honorários advocatícios. “Ao vivo nunca presenciei, só sei que Mércia ligava para ele para cobrar”, disse a testemunha 13h31 “Mizael levantou a mão e estava com uma arma”, afirmou Márcio sobre o encontro do réu na represa. Ele foi questionado pelo defensor Samir Haddad Júnior como tinha certeza que Mizael possuía uma arma naquele dia 13h27 Advogado Samir Haddad Júnior perguntou a Márcio sobre uma possível influência de Mizael no 190 (número de atendimento da Polícia Militar). “Você que está falando isso”, disse a testemunha. “Eu só falei que ele ficava sabendo do que acontecia na região” 13h18 Defesa de Mizael Bispo de Souza faz perguntas a Márcio Nakashima 13h13 Sessão é retomada no plenário com o depoimento de Márcio, que já dura mais de duas horas. Irmão de Mércia é a primeira testemunha de acusação a ser ouvida hoje 13h07 Márcio começa a discutir com os defensores de Mizael. "O seu depoimento não nos comove", ataca o advogado Ivon Ribeiro. Márcio respondeu: "Vocês são todos iguais, estão unidos". O juiz chegou a pedir ordem no plenário. Sem sucesso, ele pediu a interrupção das imagens do plenário 13h03 Questionado porque se envolveu tanto com o desaparecimento da irmão, Márcio respondeu: "Eu fiz o que qualquer um faria. Procurei minha irmã porque achava que iria encontrar. Procurei muito" 13h01 A testemunha reafirma que não tinha preconceito contra Mizael. Segundo a investigação, Mizael disse que era rejeitado pela família Nakashima por sua “cor parda”. “Isso é mentira. A gente jogava bola”, disse Mário já alterando o seu tom de voz. Ele é acalmado pelo magistrado e assistente de acusação 12h49 Márcio Nakashima, irmão de Mércia, passa a responder perguntas de Alexandre de Sá, assistente da promotoria e advogado da família. Juiz diz que não irá permitir perguntas repetidas 12h35 Os advogados de defesa mostram irritação com a informação do promotor Rodrigo Antunes de que vai passar a palavra ao assistente de acusação, Alexandre de Sá, que fará mais perguntas ao irmão de Mércia, Márcio Nakashima. Os defensores dizem que as questões formuladas até agora foram suficientes 12h34 Julgamento é retomado 12h31 Proibidos de falar com a imprensa, a família do réu e da vítima acompanham o julgamento no plenário. Divorciados, a mãe e o pai de Mércia, Janete e Mário, sentam em fileiras separadas. O pai e os irmãos de Mizael acompanham do outro lado do plenário 12h20 No intervalo do julgamento, um dos advogados de Mizael, Samir Haddad Junior, foi orientar a família do réu. O defensor disse que falta objetividade ao testemunho de Márcio e que vai questionar sobre a arma que ele disse ter visto em posse de Mizael 12h15 Segundo Márcio, Mizael conhecia a represa (local onde o corpo da Mércia foi encontrado). Juiz faz pausa de cinco minutos 12h13 Márcio contou ao promotor que se sentiu ameaçado por Mizael e por familiares dele. “Uma vez fomos perseguidos pelo Mizael. Tivemos que sair fugidos do bairro, porque ele estava armado”. Em outra ocasião, Márcio conta que seu tio chegou a ser ameaçado em sua barraca de ovos. “Agrediram, mas não levaram nenhuma moeda. Só falaram: sua família é muito folgada”, afirmou 12h05 Mizael dizia que se sentia rejeitado por Mércia e pela família. Questionado pelo promotor, Márcio recusou a versão do réu. “A Mércia gostava do Mizael, doutor. A nova postura dele [Mizael] separou os dois. Ele foi se transformando em um sujeito ciumento e possessivo” 12h Márcio explicou ainda que a família chegou a procurar informações no notebook de Mércia. Em um e-mail, enviado por Mizael à vítima, o réu diz que ela “terá um encontro com Deus”. O irmão disse que Mércia não tinha um novo relacionamento amoroso 11h52 Questionado pelo promotor se Mércia era uma pessoa difícil, Márcio explicou que a irmã não tinha inimigos. “A Mércia era a pessoa mais pacata. A única relação conflituosa na época era a dela com o Mizael" 11h50 Márcio explicou também que a família não estava feliz com os trabalhos da Polícia Civil de Guarulhos. “Ele (Dr. Olim) tratavam a Mércia como morta”, disse. Além de Mizael, no entanto, outros suspeitos foram investigados pelo delegado 11h42 A família passou a desconfiar de Mizael quando retornou ao 2º DP e encontrou o boletim de ocorrência arquivado. “Todos nós sabemos que Mizael tem amigos na polícia”. Após a orientação de um investigador, a família foi ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo 11h40 A testemunha conta que, no primeiro momento, chegou a pensar que Mércia havia sido sequestrada. “Liguei para Mizael, mas ele não me atendeu. Não desconfiei porque a gente não se falava mais” 11h38 “Eu não me conformo com a cara de pau desses advogados aqui (defensores de Mizael)”, disse Márcio. Nesse momento, um dos advogados pediu a intervenção do magistrado. Márcio chora muito durante o seu depoimento 11h30 Márcio confirma que no dia 23 de maio de 2010, dia do desparecimento de Mércia, a vítima chegou a receber ligações de Mizael. “Ela até desligou o celular depois para não atender” 11h28 Márcio relembra uma briga entre Mizael e Mércia no Fórum da Família, no centro de Guarulhos. Os dois brigavam muito por causa de honorários advocatícios. Segundo ele, o devedor era sempre Mizael. Mércia teria ligado várias vezes para o réu, pois tentava cobrar os honorários 11h19 Mércia foi então trabalhar com a irmã Claudia, em Guarulhos. “Não era para ele (Mizael) saber, mas ele descobriu de alguma forma”. Márcio disse ainda que funcionários do antigo prédio, onde o casal trabalhava, citaram que Mizael era “uma pessoa ruim” 11h16 Promotor pergunta sobre o que teria prejudicado o relacionamento de Mércia e Mizael. O irmão explicou que Mércia tinha planos de abrir um novo escritório, mas sem Mizael. “Quando separou, ele não aceitou. Nunca concordou” 11h12 Testemunha relembra a primeira briga que teve com Mizael. Segundo Márcio, durante um encontro na casa de praia da família, o réu deixou a arma dele em cima da mesa. “A partir desse dia, passei a não gostar dele” 11h08 Márcio conta que Mizael nunca foi hostilizado pela família como o réu defende. “Ele era bem recebido na casa da minha família. Mércia e Claúdia (irmã) fizeram um ‘aniversário’ para ele porque ele disse que nunca tinha tido uma festa de aniversário” 11h05 Promotor Rodrigo Merli Antunes inicia a fase de perguntas. Márcio se emociona ao falar sobre como ajudou Mércia a montar um escritório de advocacia com Mizael. “Comprei os móveis, sim. Incentivei, mas não sabia como ele era”, disse emocionado 11h01 Começa o depoimento de Márcio Nakashima. Ele cita a relação de Mizael e Mércia. "No começo era tranquilo, mas depois Mizael se transformou. Ele era muito ciumento e possessivo", disse 10h55 “Mizael pediu para ficar não com a intenção de constranger Márcio e os jurados”, disse um dos advogados do réu. Em resposta, o juiz disse que caso Mizael queria fazer alguma colocação durante o depoimento de Márcio poderá conversar com os advogados 10h53 Após posicionamento das partes, o magistrado indeferiu o pedido da defesa do acusado. Segundo Leandro Cano, a testemunha pode se “sentir temorosa com a presença do réu” 10h50 O primeiro a ser ouvido como testemunha de acusação nesta segunda é Márcio Nakashima, irmão da vítima Mércia. Antes de sua fala, Márcio pediu a saída de Mizael Bispo de Souza do plenário durante seu testemunho. A defesa rebateu o pedido já que Mizael é advogado. MP discorda e dá sua posição ao juiz 10h43 Conselho de Sentença formado: cinco mulheres e dois homens 10h37 Ainda durante sorteio, defesa gasta mais duas recusas. Jurado homem e outras duas mulheres são aceitos 10h35 Começa o sorteio dos jurados. Primeiro sorteado homem é aceito pelas partes. Segunda jurada é recusada pela defesa. Terceira é aceita pelo Ministério Público e defesa 10h31 De terno e gravata, o réu Mizael Bispo acompanha o sorteio dos jurados sentado ao lado de seus advogados. Ele também deve compor sua defesa e fazer perguntas às testemunhas 10h26 Juiz declara o início dos trabalhos e realiza o sorteio dos jurados 10h23 "Ao analisar as provas, senhores jurados, deixem de lado qualquer comoção social", diz juiz Leandro Cano às pessoas que podem compor júri. Ao todo, 19 moradores de Guarulhos foram chamados pela Justiça 10h20 Acompanhe ao vivo a transmissão do primeiro dia de julgamento do caso Mércia Nakashima, no Fórum de Guarulhos, na Grande São Paulo 10h18 Do banco dos réus, ele promete roubar a cena do julgamento transmitido pela TV ao atuar como um dos estrategistas da tese que pretende absolvê-lo da acusação de matar sua ex-namorada no dia 23 de maio de 2010 em uma represa em Nazaré Paulista, cidade a 90 quilômetros de São Paulo 0h10 Com previsão para durar cinco dias, o julgamento do caso Mércia Nikie Nakashima começa nesta segunda-feira (11) com requintes de espetáculo protagonizado pelos acusadores e defensores do advogado Mizael Bispo de Souza, hoje com 42 anos 0h