Casa da família de Wellington volta a ser atacada em Realengo

Polícia teria prendido dois suspeitos, segundo testemunhas; desta vez, portões foram arrebentados e vizinhos pediram reforço

iG Rio de Janeiro |

Um novo ataque depredou ainda mais a casa da família de criação de Wellington Menezes de Oliveira, que matou 12 crianças na escola Tasso da Silveira na última quinta-feira (7). Segundo testemunhas, dois homens teriam sido detidos na manhã deste domingo (10)  acusados de quebrarem o portão e tentarem incendiar o imóvel. A residência, onde mora apenas uma das irmãs de Wellington, está vazia desde o dia do massacre. A irmã do atirador deixou a casa com a família, com medo de represálias .

Futura Press
Vizinhos olham assustados os novos ataques à casa da família de Wellington, em Realengo

A polícia encontrou uma tesoura e uma lata de spray que podem ter sido usados para destruir o local. A casa onde Wellington morou nos últimos seis meses, em Sepetiba, não sofreu ataques pois desde o dia do massacre está sob escolta policial.

Jadson Marques/ Futura Press
Policiais encontram uma tesoura que pode ter sido usada para depredar o imóvel

Os dois suspeitos detidos teriam sido levados para a 33ª DP (Realengo).

Jadson Marques / Futura Press
Uma lata de spray foi encontrada no pátio interno da casa; no muro de concreto, vândalos picharam "assassino" e "covarde"
Localizada na rua Jequitinhonha, a poucos metros da escola onde o crime ocorreu, a casa fica numa em uma região do bairro apontada como pacata pelos vizinhos.

Desde que o muro do imóvel amanheceu pichado com as palavras "assassino" e "covarde", no sábado, os moradores ficaram com medo de novos ataques.

Porém, só depois depois da segunda depredação do imóvel os policiais montaram prontidão no lugar. Embora a polícia tenha registrado o primeiro ataque, a casa ficou sem proteção.

A irmã de Wellington deixou o imóvel desde o dia do crime. Vizinhos dizem que ela não levou nada. Na casa ela vivia com o marido e um dos três filhos que tem.

Os vizinhos não sabem dizer onde a irmã adotiva de Wellington buscou proteção.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG