Nova York, 2 mai (EFE).- A Polícia de Nova York investiga a possibilidade de que o carro-bomba colocado neste sábado em Times Square tenha relação com as ameaças feitas aos responsáveis pela série de animação "South Park" depois da veiculação de uma caracterização de Maomé, afirmou hoje o jornal "The Daily News".

Nova York, 2 mai (EFE).- A Polícia de Nova York investiga a possibilidade de que o carro-bomba colocado neste sábado em Times Square tenha relação com as ameaças feitas aos responsáveis pela série de animação "South Park" depois da veiculação de uma caracterização de Maomé, afirmou hoje o jornal "The Daily News". Sem identificar suas fontes, o jornal nova-iorquino aponta em seu site que o Nissan Pathfinder verde escuro que continha o material explosivo estava estacionado muito perto do edifício Viacom, a empresa proprietária do "Comedy Central", o canal que transmite a série nos Estados Unidos. Na semana passada, os responsáveis pelo site "Revolutionmuslim.com" atacaram os criadores da controvertida série de televisão depois que o profeta do Islã apareceu no capítulo de número 200 do programa, intitulado "Huzzah!". O capítulo foi veiculado em meados de abril nos Estados Unidos. Na tentativa de evitar problemas, já que mostrar a imagem de Maomé é uma ofensa na religião muçulmana, os roteiristas o disfarçaram de urso. Posteriormente, outro episódio foi censurado para eliminar qualquer outra referência ao profeta. O site "Revolutionmuslim.com" criticou Trey Parker e Matt Stone, criadores da série, por fazer algo "estúpido" e advertiram que "provavelmente terminarão como Theo Van Gogh por exibir esse programa". Van Gogh foi um diretor de cinema holandês assassinado em 2004 após fazer um filme sobre o tratamento da mulher na sociedade muçulmana. "Isto não é uma ameaça, mas uma advertência do que provavelmente acontecerá com eles", disse o site. Em 2006, o canal "Comedy Central" censurou os produtores de "South Park" quando planejaram retratar Maomé. A secretária de Segurança Nacional americana, Janet Napolitano, assegurou hoje que as autoridades federais estão levando o caso "muito a sério" e que está sendo tratado como "um potencial ataque terrorista", mas não quis antecipar nenhuma hipótese sobre a autoria do ato. A emissora de televisão "CBS News" divulgou hoje as declarações de um oficial da inteligência paquistanesa, cuja identidade não foi revelada, que minimizou a importância de uma suposta reivindicação do fracassado ataque por parte de forças talibãs em um vídeo divulgado em um site islâmico. "Não há meios críveis para provar que os talibãs têm capacidade de cometer um ataque como este no coração dos Estados Unidos", assegurou o oficial, para quem "reivindicar é muito mais fácil que cometer (um atentado)". EFE mgl/bba

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