Un Homme qui Crie é só um filme morno

Produção do Chade, na África, fala do relacionamento entre pai e filho num país em profunda e duradoura guerra civil

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

O silencioso Un Homme qui Crie (um homem que grita ), de Mahamat-Saleh Haroun, exibido para os jornalistas na noite deste sábado (15), é outro filme sobre família a concorrer à Palma de Ouro no 63º Festival de Cannes. A produção africana foi aplaudida ao final da sessão.

Divulgação
Cena de Un Homme qui Crie, de Mahamat-Saleh Haroun
O longa-metragem mostra a situação caótica no Chade quando rebeldes atacam o governo, mas trata do relacionamento entre pai e filho. Adam, ex-campeão de natação, é funcionário orgulhoso da piscina de um hotel de luxo no miserável país.

O hotel é comprado por chineses, e ele precisa ceder sua vaga para o filho Abdel. Fica ressentido. Quando o governo pede dinheiro ou voluntários para a guerra, Adam oferece seu filho.

Tudo é contato com muito silêncio e planos longos, muitas vezes do rosto sofrido dos personagens. A trama se revela aos poucos, com discrição – até demais. O real sofrimento do pai fica apenas nas entrelinhas, e o conflito é resolvido de forma muito rápida. Un Homme qui Crie  é mais um filme apenas morno da competição deste ano.

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