Turco faz viagem lenta por lendas e realidade da Turquia

Filme revela locais de assassinatos em paisagens da monótona Anatólia

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

Divulgação
"Bir Zamanlar Anadolu’da" apóia-se em imagens mostrando a beleza e a feiúra da vida
O diretor turco Nuri Bilge Ceylan é forte em criar atmosferas, como se viu em seus longas anteriores, “Climas” e “Três Macacos”. A diferença de “Bir Zamanlar Anadolu’da” ("Era uma vez na Anatólia", na tradução do inglês), penúltimo filme da competição do Festival de Cannes , exibido na noite da sexta-feira (20) para jornalistas, é que ele vai mais fundo nas questões sociais.

Uma equipe contando com médico, comissário de polícia e promotor vasculha a paisagem monótona do interior da Turquia, conhecida como Anatólia, para que um assassino confesso aponte o lugar em que enterrou um corpo. A busca transcorre lenta, durante uma noite em que eles encontram também lendas, fantasmas e tradições da região, além de questionamentos sobre a realidade turca e a justiça. O filme é exigente com o espectador pelo ritmo alongado, mas apóia-se em imagens bem construídas, de ares meio fantasmagóricos, mostrando a beleza e a feiúra da vida.

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