Tilda Swinton brilha em "We Need to Talk About Kevin"

Atriz britânica interpreta mãe de assassino adolescente nos moldes de Realengo

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

Divulgação
Tilda Swinton na adaptação do livro "Precisamos Falar sobre o Kevin": presença marcante
Tilda Swinton é sempre uma presença marcante, mesmo calada. Em “We Need to Talk About Kevin”, de Lynne Ramsay, baseado no best-seller "Precisamos Falar sobre o Kevin", de Lionel Shriver , ela passa grande parte do tempo anestesiada pelo choque e pela dor, quase sem palavras. O segundo filme da competição do Festival de Cannes 2011 foi bem recebido pelos jornalistas na manhã desta quinta-feira (12).

O longa-metragem esconde bem sua origem literária, usando fragmentos da memória do passado feliz e infeliz da protagonista, numa espécie de quebra-cabeça que adiciona drama pouco a pouco – bem diferente de “Sleeping Beauty” , que apenas se repete sem nada acrescentar. E o drama de Eva não é pouco: ela lida com uma relação conturbada com o filho, autor de um massacre nos moldes de Columbine e Realengo .

A pergunta que sempre fica nessas ocasiões é: por quê? Ela é feita diretamente pela mãe ao garoto Kevin (o ótimo Ezra Miller), mas apenas no final. Porque, ao longo do filme baseado nas memórias de Eva, o que vemos é de que forma ela se lembra da história, de que maneira investiga sua culpa. Como toda mãe, acha que falhou – e provavelmente errou mesmo, em alguns pontos, como toda mãe. O marido, interpretado por John C. Reilly, sempre joga as tarefas difíceis para a mulher. Sem encontrar respostas para uma coisa inexplicável, “We Need to Talk About Kevin” foca no desespero muito humano de uma mãe para entender o que se passou.

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