Tender Son se perde ao tentar ser filme de arte

Filme do húngaro Kornél Mundruczó foi vaiado na sessão de imprensa

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

Divulgação
Cena do filme húngaro The Tender
Son - The Frankenstein Project
Penúltimo filme da competição neste 63o Festival de Cannes, Tender Son – The Frankenstein Project ( O Filho Delicado – O Projeto Frankenstein , na tradução literal do inglês) foi recebido com algumas vaias na sessão de imprensa na noite desta sexta-feira (21).


O diretor húngaro Kornél Mundruczó, que concorreu à Palma de Ouro com Delta em 2008, inspirou-se no Frankenstein de Mary Shelley para fazer seu filme, na verdade, mais uma história sobre o relacionamento de pai e filho neste Festival de Cannes.

O adolescente Rudi (Rudolf Frecska) volta para casa para reencontrar a família que o rejeitou e acaba caindo num teste para um filme. Viktor, o diretor, interpretado pelo próprio Mundruczó, fica fascinado com o rapaz e pensa ter encontrado seu protagonista, quando Rudi acaba matando uma garota.

Viktor descobre que o rapaz é seu filho, nascido quando ele próprio era um adolescente. O Frankenstein do título refere-se à criação do filho-monstro.

Cheio de planos longos, com os personagens sufocados pela neve incessante, Tender Son até parecia uma ideia interessante em seu argumento, mas se perde na tentativa desesperada de ser um filme de arte, sem ter condições para isso.

    Leia tudo sobre: Festival de Cannes

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG