Takashi Miike critica tradição japonesa com filme de samurai

"Ichimei" se passa nos século 17, durante um período de paz em que os samurais entram em decadência

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

Divulgação
"Ichimei", de Takashi Miike, foi produzido em 3D
caDepois de “13 Assassins”, exibido no Festival de Veneza do ano passado, Takashi Miike volta ao universo dos samurais em “Ichimei”. O filme foi exibido para jornalistas na noite da quarta-feira (18), dentro da competição do Festival de Cannes .

Rodado em 3D, sem muitos truques, a não ser o aproveitamento da profundidade de campo, o filme é mais redondo do que “13 Assassins”. Trata-se de uma adaptação de uma história de Yasuhiko Takiguchi que se passa no século 17, quando os samurais entram em decadência num período de paz.

Hanshiro (o expressivo Ebizo Ishikawa, um dos grandes nomes do kabuki) vai à casa de um senhor feudal pedir para fazer o hara-kiri pois não consegue arrumar mais trabalho. Pouco antes, o jovem Motome (Eita) tinha pedido o mesmo, só para ser descoberto como uma fraude – ele queria arrumar dinheiro para cuidar da mulher doente e do filho – e obrigado pelos samurais a fazer o hara-kiri com sua espada de bambu.

Com estrutura de melodrama e sem abandonar os códigos dos filmes de samurai, Miike retrata o colapso de todo um sistema que, no entanto, rege muito o Japão ainda hoje e critica a tradição em nome de si própria.

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