Sul-coreano The Housemaid não empolga

Refilmagem de clássico dos anos 1960, filme de Im Sang-soo aposta no melodrama e no suspense

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

The Housemaid , apresentado para a imprensa na competição do 63º Festival de Cannes na tarde desta quinta-feira (13), teve a primeira sessão quase totalmente lotada deste ano. Talvez seja um reflexo da fama angariada pelo cinema sul-coreano dos últimos anos.

Divulgação
The Housemaid: sem medo da nudez
O filme de Im Sang-soo é a refilmagem de um clássico do cinema da Coreia do Sul, dirigido por Kim Ki-young em 1960, sobre traição, crueldade e sexualidade. Eun-yi (Jeon Do-youn, vencedora do prêmio de melhor atriz em Cannes em 2007, por Secret Sunshine ) é contratada como babá pela governanta Byung-sik (Youn Yuh-jung) da casa do milionário Hoon (Lee Jung-jae), cuja mulher espera gêmeos. Enquanto os bebês não nascem, ela cuida da pequena e educada filha do casal.

Inocente, meio desmiolada, sempre com um sorriso no rosto, Eun-yi acaba despertando o desejo do patrão, que ela encoraja. O caso vai ser abafado pelas mulheres da casa – além da governanta e da mulher de Hoon, a mãe desta junta-se ao trio.

The Housemaid faz uma crítica feroz a ricos e poderosos e seu jeito de tratar empregados como descartáveis e abaixo de seres humanos. Como sempre, não dá para esperar total normalidade de um filme sul-coreano. A crueldade e a violência são levados a extremos, sem medos, mesmo tratamento dispensado à nudez e ao sexo. Aqui, porém, a força pop e visual fica meio em segundo plano, com o melodrama e o suspense inspirado em Alfred Hitchcock dando o tom. Ao final, porém, o filme despertou apenas aplausos tímidos da plateia numerosa de jornalistas na sala Debussy.

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