“Sleeping Beauty” tem muitas ideias, mas cai no vazio

No fillme, universitária responde a anúncio que procura "belas adormecidas" que aceitem ser drogadas

Mariane Morisawa, enviada especial a Cannes |

A competição do Festival de Cannes 2011 começou com o trabalho de uma estreante, a escritora australiana Julia Leigh. “Sleeping Beauty”, exibido para jornalistas na noite de quarta-feira (dia 11), pode ser descrito como uma versão dark do conto de fadas "A Bela Adormecida".

Lucy (Emily Browning, conhecida como a protagonista do filme de ação “Sucker Punch”) é uma estudante universitária que trabalha num bar, num escritório e, eventualmente, prostitui-se.

Ela responde a um anúncio que procura belas adormecidas – garotas que aceitem ser drogadas e passar uma noite na companhia de homens mais velhos, à sua mercê, sem que saiba o que eles fazem. A penetração é proibida, mas todo o resto é permitido.

A protagonista gosta de viver perigosamente, está mergulhada no tédio e parece quase alheia às emoções. Depois de muito tempo, ela desenvolve um desejo de saber o que acontece naquelas horas em que permanece adormecida.

A diretora permanece muito presa a essa história e falha em desenvolver as muitas ideias que parece ter. “Queria fazer um filme em que o público pensasse: ‘Eu realmente vi isso?’ e ‘Eu ouvi isso?’ e ‘Isso pode acontecer?’”, declara Leigh no material de imprensa. O problema é que esse espanto é provocado apenas pelo desejo de espantar, o que resulta artificial e vazio.

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